domingo, 1 de junho de 2014

Relatório Unidade 7 - 2013

UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 07
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 02
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 09/11/2013
CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 08h
FORMADOR DA IES: PATRICIA BONOW FASSBENDER WILLE

 Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação
Os encontros para a formação sempre tem novidades nossa formadora professora Patrícia, sabe cativar suas alunas: demonstrando seu papel como educadora conquistando seu aluno(a), motivando seu aluno para a aprendizagem. A cada formação saímos cheia de conhecimento e novidades para as nossas professoras cursistas. Esta corrente de energia faz bem a todos. Acredito isto é fazer educação. A ação do seu melhor para o outro. Como em todo o encontro ela nos recebe com uma mensagem de otimismo e perseverança. Lemos nossos relatos sobre o que aprendemos? Como aprendemos? E o que não aprendemos? Escutar e trocar experiências nos ensina. Após relembramos o contrato didático. Ai vem a leitura deleite, a formadora sempre nos surpreende com a leitura deleite. Trazendo as leituras configuradas em um tema. Partimos então para os objetivos e estudos da unidade. Mas, antes a professora sempre faz uma avaliação para saber nossos conhecimentos prévios. Esta unidade nos fala sobre a heterogeneidade aprofundando nossos conhecimentos, conduzindo à reflexão de  nossas práticas pedagógicas.O governo ao reafirmar, a urgência da construção de uma escola inclusiva, cidadã, solidária e de qualidade social para todas as crianças Brasileiras assumiu mais o compromisso da implementação de políticas indutoras de transformação dos tempos e dos espaços escolares, nas formas de ensinar, aprender, avaliar, organizar e desenvolver o currículo, e trabalhar com o conhecimento respeitando as singularidades do desenvolvimento humano. Isto inclui a formação de professores do ciclo de alfabetização. O tema abordado nesta unidade nada mais é do que o esclarecimento embasado em estudos cientifico por vários estudiosos na área da educação. Para nortear e ensinar caminhos para o alfabetizar letrando na heterogeneidade priorizando o direito de aprender da criança em sua singularidade. Vem de encontro aos questionamentos, de muitos professores dos anos iniciais. Suas angustias e suas dificuldades em trabalhar com crianças de diferentes níveis de aprendizagem. Estes relatos sinalizam o pedido de ajuda dos professores mostrando suas preocupações com as aprendizagens. Os estudos investigativos realizados por profissionais interessados por uma educação de qualidade mostram que para que ocorra uma aprendizagem efetiva e regada na alfabetização e no letramento é necessário que o planejamento seja feito de forma organizada.Devemos garantir o direito de aprendizagem a todos.Não podemos conduzir as aulas como se as crianças que não detêm os conhecimentos desejados não estejam na sala, nem podemos esquecer das crianças que estão com conhecimentos mais avançados em relação ao que esta sendo ensinado. Aprendemos porque a necessidade de realizar atividades diversificadas: O aprendiz precisa refletir sobre os diversos conhecimentos que compõem o objeto de ensino. Uma mesma criança precisa refletir sobre a escrita sob diferentes aspectos e desenvolver estratégias de leitura e escrita variadas. Desta forma é preciso que sejam criadas diferentes oportunidades de aprendizagem. No que se refere ao SEA é preciso compreender os princípios que o constituem. Em uma mesma turma as crianças têm necessidades diferentes: em uma mesma turma a graus bastante variados de conhecimentos. A necessidade de se pensar em algumas atividades específicas para atender as necessidades diferentes. As crianças iniciam o ano letivo com diferentes conhecimentos e capacidades, é papel do professor diagnosticar o que as crianças sabem ou não sabem sobre o que ele pretende ensinar. Mesmo quando chegam ao final sem dominar os conhecimentos que o professor buscou ensinar, as crianças tem agregado saberes, é preciso identificar não apenas o que eles não aprenderam, mas também o que eles aprenderam, e valorizar as conquistas.
O diagnóstico sobre o que as crianças sabem ou não sabem deve servir para o planejamento de estratégias didáticas e não para a exclusão das crianças.
O fato de muitas crianças chegarem à escola com poucas informações sobre a escrita não pode ser usado como explicação para a não aprendizagem. Cabe à escola favorecer muitas e variadas situações de contato com a escrita para que ela se familiarize. É preciso, portanto, planejar o ensino, considerando que a criança chega a essa instituição tendo percorrido diferentes caminhos e que cabe à escola garantir que seu direito de aprendizagem seja atendido. (p.13).
Tanto a reprovação quanto à progressão sem aprendizagem são prejudiciais e destroem a autoestima da criança, além de retardarmos o seu acesso a diferentes práticas culturais em que a escrita fez presente. A responsabilidade pelas crianças é de todos que compõem a escola e a rede de Ensino.
Destacamos a importância das atividades coletivas, em duplas, em grupos( com os diferentes níveis), e individuais.
Mesmo que as crianças tenham a mesma idade ou idades próximas não aprendem as mesmas coisas do mesmo modo e nem no mesmo momento.
O trabalho entre crianças com diferentes níveis de conhecimento em uma mesma atividade pode ser promotor de aprendizagens diversas, mas também a necessidade de se propor atividades diversificadas em um mesmo tempo, para grupos diferentes, exatamente para atender à diversidade dos conhecimentos dos alunos.
O que se espera do aluno em relação a língua portuguesa.
Ao final do 1º ano espera-se que a maioria dos alunos tenha construído uma hipótese alfabética de escrita, compreendam que as letras ou grupos de letras representam (notam) unidades sonoras mínimas grafemas.
No início do 2º ano tem que se dar uma atenção aos aprendizes que ainda não tem uma escrita alfabética. Pois ao final do 2º ano espera-se que os alunos consigam ler pequenos textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, etc.) com autonomia, além de produzir textos de diferentes gêneros, também com autonomia, atendendo a diferentes finalidades.
No 3º ano as habilidades de leitura e produção de texto desenvolvidas no 2º ano são aprofundadas e consolidadas. E, no entanto para que o aluno consiga gradativamente produzir e ler textos com autonomia é necessário já tenha compreendido como funciona o SEA e domine a maioria das correspondências som-grafia da nossa língua no segundo ano.
O diagnóstico tem por objetivo constatar os conhecimentos e habilidades dos alunos ( os avanços e dificuldades) e principalmente será a fonte de informações que subsidiará as práticas de alfabetização a serem desenvolvidas na sala de aula. São as informações que definirão as tomadas de decisão da professora em seu planejamento. Para o diagnóstico a professora utiliza a observação da forma como as crianças desenvolvem as atividades (as produções de texto, palavras e frases, a leitura), conversas e entrevistas, também a utilização de testes estruturados de diagnósticos. (ex: p.9)
Evidenciando este novo olhar de educação onde a avaliação é vista como exclusão não pode fechar nossos olhos e continuar usando de métodos onde os alunos não sejam prioridade. A reflexão sobre nossas práticas a partir dos estudos referente a avaliação com certeza não são os mesmos.
Queremos uma avaliação que ajude o educador a nortear o seu trabalho a favor da aprendizagem do educando. Não basta colocar os alunos sentados juntos para que a interação contribua para a aprendizagem. É preciso, portanto, criar condições para que os aprendizes desenvolvam, de forma efetiva, esse complex procedimento, que é o trabalho cooperativo. ¨mais importante do que a estratégia de distribuição dos alunos para o trabalho e modalidade e/ou a qualidade da interação adotada, proporcionadora ou não de desenvolvimento (Penin,1997;p.162).
Aprendemos com Paulo Freire que educação e pedagogia dizem respeito à formação cultural- o trabalho pedagógico precisa favorecer a experiência com o conhecimento científico e com a cultura, entendido tanto na sua dimensão de produção nas relações sociais cotidianas e como produção historicamente acumulada, presente na literatura, na música, na dança, no teatro, no cinema, na produção artística, histórica e cultural que se encontra nos museus. Essa visão do pedagógico ajuda a pensar sobre a creche e a escola em suas dimensões políticas, éticas e estéticas.  A educação, uma prática social, inclui o conhecimento científico, a arte e a vida cotidiana. Destaca-se nos estudos a importância do componente curricular arte. 
A proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa superar o processo de exclusão. O grande norte é o respeito à diversidade de percurso de vida e estilo de aprendizagem como compromisso que a escola precisa assumir para evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos.

Para deixar de ser só discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de organização os alfabetizadores devem praticar, para garantir que, ao final do primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes necessidades, ao mesmo tempo em que seus colegas podem progredir ainda mais? Temos a questão da inclusão, dos alunos deficientes precisam ser considerados, pois elas transcendem as questões da heterogeneidade própria de todos os alunos.

O papel do professor e sua formação, dentro das habilidades que precisam ser desenvolvidas pelos professores (as), uma das mais relevantes e difíceis, é a de identificar as necessidades de cada aluno e atuar com todos ao mesmo ao mesmo tempo. Para Leal (2005,p.91), ¨se entendermos o que cada aluno já sabe e soubermos escolher  as melhores opções didáticas para cada um deles, teremos percorrido um longo caminho na nossa profissionalização. Se, além disso, soubermos atuar com todos ao mesmo tempo, atendendo as diferentes demandas e auxiliando-os, teremos construído um belo perfil de professor (a) alfabetizador (a).

Numa perspectiva construtivista o ensino deve levar em conta o que os alunos já sabem e o que precisam ser ajudados a aprender. Esse princípio de ¨ensino ajustado¨ (ONRUBIA,1996) pressupõe, então, que os professores diagnostiquem os conhecimentos prévios dos alunos e formulem atividades que constituam desafios adequados. Isto é, no caso da alfabetização, para poder avançar no domínio da língua escrita ou se suas convenções, uma atividade não pode ser ¨fácil¨, ao ponto de o aluno poder resolvê-la, sem ter que construir seus saberes prévios. Por outro lado, não pode ser tão complexa que se torne um desafio impossível.
A proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa a superar uma lógica excludente que existia no modelo seriado.
O grande norte é o respeito à diversidade de percursos de vida e estilos de aprendizagem como compromisso que a escola precisa assumir para evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos.

Para que isso não seja um discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de organização dos alfabetizando devemos praticar, para garantir que, ao final do primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes necessidades ao mesmo tempo em que seus colegas possam progredir ainda mais?

Dessa forma, é necessário fazer um trabalho que contemple a necessidade de oportunizar atividades para que as crianças percebam os princípios do sistema de escrita alfabética, mas sem esquecer que outras habilidades previstas para os anos 2 e 3 também precisam ser trabalhadas, como, dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a ler e escrever palavras.

Trabalhar coletivamente como alternativa de atendimento à heterogeneidade.
A favor de um ensino que priorize o atendimento à heterogeneidade, Perrenoud (1995) aposta nas atividades promotoras de interações que desafiem os educandos a construir novos conhecimentos.
Pensar em uma criança modelo e discriminar. Além de incluir os aprendizes como deficientes, precisamos atender todos os que têm dificuldades em se alfabetizar (ano,3.p.19). Dentre as flexões e constatações, considerações importantes foram feitas sobre o uso do livro didático como instrumento de trabalho para garantir a aprendizagem dos alunos em seus diferentes níveis. A organização dos espaços é peça chave para o nosso trabalho.  Os jogos outra ferramenta de trabalho para desenvolver e avançar nos níveis. Estruturando seu desenvolvimento para a leitura e escrita. O uso dos livros do acervo e sua importância para inserir os alunos no mundo letrado e trabalhar a heterogeneidade. Respeitar a heterogeneidade e atender aos diferentes é uma tarefa complexa. Respeitar a diversidade dos alunos é um grande desafio. Um desafio que precisamos enfrentar, quando assumimos que é nosso dever assegurar às crianças seus direitos de aprendizagem.

Apresentei o cronograma nos mesmos moldes usando as diversas fontes que me foi passada, o material é de primeira qualidade. A cursistas apesar de parecerem cansadas elogiaram o encontro, pois abrangeu um tema de grande valia para o nosso planejamento.

Estamos nos preparando para o nosso seminário local que será dia trinta de novembro de dois mil e treze, na camarã de vareadores da Cidade de Cidreira. Estamos muito orgulhosas por estar encerrando este ano com certeza de que não somos as mesmas. Teremos nosso último encontro após o seminário em pelotas. Encerraremos com a unidade oito. Quero agradecer a Deus, e a todos os envolvidos nesta teia em prol de uma educação de qualidade para as nossas crianças; em particular a todas as professoras cursistas que fizeram este curso valer a pena, à minha coordenadora Aline Malta, à Secretária de Educação e Cultura Mercedes Giroleti de Paula e à minha formadora Patrícia. Muito amor e conhecimento a todos.


Cidreira, 29 de novembro de 2013.

Kátia Tagliani Azambuja Silveira



Nenhum comentário:

Postar um comentário