UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 07
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 02
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 09/11/2013
CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 08h
FORMADOR DA IES: PATRICIA BONOW FASSBENDER WILLE
Os encontros para a formação sempre tem novidades nossa formadora
professora Patrícia, sabe cativar suas alunas: demonstrando seu papel como
educadora conquistando seu aluno(a), motivando seu aluno para a aprendizagem. A
cada formação saímos cheia de conhecimento e novidades para as nossas
professoras cursistas. Esta corrente de energia faz bem a todos. Acredito isto
é fazer educação. A ação do seu melhor para o outro. Como em todo o encontro
ela nos recebe com uma mensagem de otimismo e perseverança. Lemos nossos
relatos sobre o que aprendemos? Como aprendemos? E o que não aprendemos?
Escutar e trocar experiências nos ensina. Após relembramos o contrato didático.
Ai vem a leitura deleite, a formadora sempre nos surpreende com a leitura
deleite. Trazendo as leituras configuradas em um tema. Partimos então para os
objetivos e estudos da unidade. Mas, antes a professora sempre faz uma
avaliação para saber nossos conhecimentos prévios. Esta unidade nos fala sobre
a heterogeneidade aprofundando nossos conhecimentos, conduzindo à reflexão
de nossas práticas pedagógicas.O governo
ao reafirmar, a urgência da construção de uma escola inclusiva, cidadã,
solidária e de qualidade social para todas as crianças Brasileiras assumiu mais
o compromisso da implementação de políticas indutoras de transformação dos
tempos e dos espaços escolares, nas formas de ensinar, aprender, avaliar,
organizar e desenvolver o currículo, e trabalhar com o conhecimento respeitando
as singularidades do desenvolvimento humano. Isto inclui a formação de
professores do ciclo de alfabetização. O tema abordado nesta unidade nada mais
é do que o esclarecimento embasado em estudos cientifico por vários estudiosos
na área da educação. Para nortear e ensinar caminhos para o alfabetizar
letrando na heterogeneidade priorizando o direito de aprender da criança em sua
singularidade. Vem de encontro aos questionamentos, de muitos professores dos
anos iniciais. Suas angustias e suas dificuldades em trabalhar com crianças de
diferentes níveis de aprendizagem. Estes relatos sinalizam o pedido de ajuda
dos professores mostrando suas preocupações com as aprendizagens. Os estudos
investigativos realizados por profissionais interessados por uma educação de
qualidade mostram que para que ocorra uma aprendizagem efetiva e regada na
alfabetização e no letramento é necessário que o planejamento seja feito de
forma organizada.Devemos garantir o direito de aprendizagem a todos.Não podemos
conduzir as aulas como se as crianças que não detêm os conhecimentos desejados
não estejam na sala, nem podemos esquecer das crianças que estão com
conhecimentos mais avançados em relação ao que esta sendo ensinado. Aprendemos
porque a necessidade de realizar atividades diversificadas: O aprendiz precisa
refletir sobre os diversos conhecimentos que compõem o objeto de ensino. Uma
mesma criança precisa refletir sobre a escrita sob diferentes aspectos e
desenvolver estratégias de leitura e escrita variadas. Desta forma é preciso
que sejam criadas diferentes oportunidades de aprendizagem. No que se refere ao
SEA é preciso compreender os princípios que o constituem. Em uma mesma turma as
crianças têm necessidades diferentes: em uma mesma turma a graus bastante
variados de conhecimentos. A necessidade de se pensar em algumas atividades
específicas para atender as necessidades diferentes. As crianças iniciam o ano
letivo com diferentes conhecimentos e capacidades, é papel do professor
diagnosticar o que as crianças sabem ou não sabem sobre o que ele pretende
ensinar. Mesmo quando chegam ao final sem dominar os conhecimentos que o
professor buscou ensinar, as crianças tem agregado saberes, é preciso
identificar não apenas o que eles não aprenderam, mas também o que eles
aprenderam, e valorizar as conquistas.
O diagnóstico sobre o que as crianças sabem ou não sabem deve servir
para o planejamento de estratégias didáticas e não para a exclusão das
crianças.
O fato de muitas crianças chegarem à escola com poucas informações
sobre a escrita não pode ser usado como explicação para a não aprendizagem.
Cabe à escola favorecer muitas e variadas situações de contato com a escrita
para que ela se familiarize. É preciso, portanto, planejar o ensino,
considerando que a criança chega a essa instituição tendo percorrido diferentes
caminhos e que cabe à escola garantir que seu direito de aprendizagem seja atendido.
(p.13).
Tanto a reprovação quanto à progressão sem aprendizagem são
prejudiciais e destroem a autoestima da criança, além de retardarmos o seu
acesso a diferentes práticas culturais em que a escrita fez presente. A
responsabilidade pelas crianças é de todos que compõem a escola e a rede de Ensino.
Destacamos a importância das atividades coletivas, em duplas, em
grupos( com os diferentes níveis), e individuais.
Mesmo que as crianças tenham a mesma idade ou idades próximas não
aprendem as mesmas coisas do mesmo modo e nem no mesmo momento.
O trabalho entre crianças com diferentes níveis de conhecimento em uma
mesma atividade pode ser promotor de aprendizagens diversas, mas também a
necessidade de se propor atividades diversificadas em um mesmo tempo, para
grupos diferentes, exatamente para atender à diversidade dos conhecimentos dos
alunos.
O que se espera do aluno em relação a língua portuguesa.
Ao final do 1º ano espera-se que a maioria dos alunos tenha construído
uma hipótese alfabética de escrita, compreendam que as letras ou grupos de
letras representam (notam) unidades sonoras mínimas grafemas.
No início do 2º ano tem que se dar uma atenção aos aprendizes que ainda
não tem uma escrita alfabética. Pois ao final do 2º ano espera-se que os alunos
consigam ler pequenos textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição
oral, etc.) com autonomia, além de produzir textos de diferentes gêneros,
também com autonomia, atendendo a diferentes finalidades.
No 3º ano as habilidades de leitura e produção de texto desenvolvidas
no 2º ano são aprofundadas e consolidadas. E, no entanto para que o aluno
consiga gradativamente produzir e ler textos com autonomia é necessário já
tenha compreendido como funciona o SEA e domine a maioria das correspondências
som-grafia da nossa língua no segundo ano.
O diagnóstico tem por objetivo constatar os conhecimentos e habilidades
dos alunos ( os avanços e dificuldades) e principalmente será a fonte de
informações que subsidiará as práticas de alfabetização a serem desenvolvidas
na sala de aula. São as informações que definirão as tomadas de decisão da
professora em seu planejamento. Para o diagnóstico a professora utiliza a
observação da forma como as crianças desenvolvem as atividades (as produções de
texto, palavras e frases, a leitura), conversas e entrevistas, também a
utilização de testes estruturados de diagnósticos. (ex: p.9)
Evidenciando este novo olhar de educação onde a avaliação é vista como exclusão
não pode fechar nossos olhos e continuar usando de métodos onde os alunos não
sejam prioridade. A reflexão sobre nossas práticas a partir dos estudos
referente a avaliação com certeza não são os mesmos.
Queremos uma avaliação que ajude o educador a nortear o seu trabalho a favor
da aprendizagem do educando. Não basta colocar os alunos sentados juntos para
que a interação contribua para a aprendizagem. É preciso, portanto, criar
condições para que os aprendizes desenvolvam, de forma efetiva, esse complex
procedimento, que é o trabalho cooperativo. ¨mais importante do que a
estratégia de distribuição dos alunos para o trabalho e modalidade e/ou a
qualidade da interação adotada, proporcionadora ou não de desenvolvimento (Penin,1997;p.162).
Aprendemos com Paulo Freire que educação e pedagogia dizem respeito à
formação cultural- o trabalho pedagógico precisa favorecer a experiência com o
conhecimento científico e com a cultura, entendido tanto na sua dimensão de
produção nas relações sociais cotidianas e como produção historicamente
acumulada, presente na literatura, na música, na dança, no teatro, no cinema,
na produção artística, histórica e cultural que se encontra nos museus. Essa
visão do pedagógico ajuda a pensar sobre a creche e a escola em suas dimensões
políticas, éticas e estéticas. A
educação, uma prática social, inclui o conhecimento científico, a arte e a vida
cotidiana. Destaca-se nos estudos a importância do componente curricular
arte.
A
proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa superar o processo
de exclusão. O grande norte é o respeito à diversidade de percurso de vida e
estilo de aprendizagem como compromisso que a escola precisa assumir para
evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos.
Para
deixar de ser só discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de
organização os alfabetizadores devem praticar, para garantir que, ao final do
primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes
necessidades, ao mesmo tempo em que seus colegas podem progredir ainda mais?
Temos a questão da inclusão, dos alunos deficientes precisam ser considerados,
pois elas transcendem as questões da heterogeneidade própria de todos os
alunos.
O
papel do professor e sua formação, dentro das habilidades que precisam ser
desenvolvidas pelos professores (as), uma das mais relevantes e difíceis, é a
de identificar as necessidades de cada aluno e atuar com todos ao mesmo ao
mesmo tempo. Para Leal (2005,p.91), ¨se entendermos o que cada aluno já sabe e
soubermos escolher as melhores opções
didáticas para cada um deles, teremos percorrido um longo caminho na nossa
profissionalização. Se, além disso, soubermos atuar com todos ao mesmo tempo,
atendendo as diferentes demandas e auxiliando-os, teremos construído um belo perfil
de professor (a) alfabetizador (a).
Numa
perspectiva construtivista o ensino deve levar em conta o que os alunos já
sabem e o que precisam ser ajudados a aprender. Esse princípio de ¨ensino
ajustado¨ (ONRUBIA,1996) pressupõe, então, que os professores diagnostiquem os
conhecimentos prévios dos alunos e formulem atividades que constituam desafios
adequados. Isto é, no caso da alfabetização, para poder avançar no domínio da
língua escrita ou se suas convenções, uma atividade não pode ser ¨fácil¨, ao ponto
de o aluno poder resolvê-la, sem ter que construir seus saberes prévios. Por
outro lado, não pode ser tão complexa que se torne um desafio impossível.
A
proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa a superar uma
lógica excludente que existia no modelo seriado.
O
grande norte é o respeito à diversidade de percursos de vida e estilos de
aprendizagem como compromisso que a escola precisa assumir para evitar os
mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos.
Para
que isso não seja um discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de
organização dos alfabetizando devemos praticar, para garantir que, ao final do
primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes
necessidades ao mesmo tempo em que seus colegas possam progredir ainda mais?
Dessa
forma, é necessário fazer um trabalho que contemple a necessidade de
oportunizar atividades para que as crianças percebam os princípios do sistema
de escrita alfabética, mas sem esquecer que outras habilidades previstas para
os anos 2 e 3 também precisam ser trabalhadas, como, dominar as
correspondências entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a
ler e escrever palavras.
Trabalhar
coletivamente como alternativa de atendimento à heterogeneidade.
A
favor de um ensino que priorize o atendimento à heterogeneidade, Perrenoud
(1995) aposta nas atividades promotoras de interações que desafiem os educandos
a construir novos conhecimentos.
Pensar
em uma criança modelo e discriminar. Além de incluir os aprendizes como
deficientes, precisamos atender todos os que têm dificuldades em se alfabetizar
(ano,3.p.19). Dentre as flexões e constatações, considerações importantes foram
feitas sobre o uso do livro didático como instrumento de trabalho para garantir
a aprendizagem dos alunos em seus diferentes níveis. A organização dos espaços
é peça chave para o nosso trabalho. Os
jogos outra ferramenta de trabalho para desenvolver e avançar nos níveis.
Estruturando seu desenvolvimento para a leitura e escrita. O uso dos livros do
acervo e sua importância para inserir os alunos no mundo letrado e trabalhar a
heterogeneidade. Respeitar a heterogeneidade e atender aos diferentes é uma
tarefa complexa. Respeitar a diversidade dos alunos é um grande desafio. Um
desafio que precisamos enfrentar, quando assumimos que é nosso dever assegurar
às crianças seus direitos de aprendizagem.
Apresentei
o cronograma nos mesmos moldes usando as diversas fontes que me foi passada, o
material é de primeira qualidade. A cursistas apesar de parecerem cansadas elogiaram
o encontro, pois abrangeu um tema de grande valia para o nosso planejamento.
Estamos
nos preparando para o nosso seminário local que será dia trinta de novembro de
dois mil e treze, na camarã de vareadores da Cidade de Cidreira. Estamos muito
orgulhosas por estar encerrando este ano com certeza de que não somos as
mesmas. Teremos nosso último encontro após o seminário em pelotas. Encerraremos
com a unidade oito. Quero agradecer a Deus, e a todos os envolvidos nesta teia
em prol de uma educação de qualidade para as nossas crianças; em particular a
todas as professoras cursistas que fizeram este curso valer a pena, à minha
coordenadora Aline Malta, à Secretária de Educação e Cultura Mercedes Giroleti de Paula e à minha formadora
Patrícia. Muito amor e conhecimento a todos.
Cidreira,
29 de novembro de 2013.
Kátia Tagliani Azambuja Silveira
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