UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 08
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 2
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 10/12/2013 e 16/12/2013
CARGA HORÁRIA DESENVOLVIDA: 8H
FORMADOR DA IES: PATRICIA BONOW FASSBENDER WILLE
Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os
Encontros de Formação
O objetivo da
unidade oito retomou os temas abordados no decorrer das unidades do curso,
enfocando a reflexão sobre a progressão escolar e avaliação, destacando a
importância do planejamento, do registro e da continuidade das aprendizagens no
ciclo de alfabetização. Tomando como princípios: a inclusão de todos os
estudantes no processo educativo; a promoção de um ensino problematizador,
reflexivo e lúdico; e o pressuposto de que os estudantes têm direitos de
aprendizagem que precisam ser garantidos de maneira articulada ao
fortalecimento das identidades coletivas e individuais. Em todas as áreas do
conhecimento de forma interdisciplinar respeitando a heterogeneidade de forma significativa.
Vivenciando Diversas propostas pedagógicas. Desse modo, os objetivos da unidade
oito são: planejar o ensino na alfabetização; compreender a importância da
avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de
avaliação e de registro de aprendizagem; construir, coletivamente, o que se
espera em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no ciclo de
alfabetização.
O estudo da
unidade oito sintetizou a proposta deste trabalho onde o ciclo de
alfabetização, entre as crianças de 6 ao 8 anos em uma perspectiva de
continuidade e aprofundamento, visando à construção de um sistema educacional
democrático, não seletivo e não excludente. Desta forma, o estudo concebeu a
alfabetização, na escolaridade em ciclos, como uma política que tem preocupação
de construir uma educação emancipatória que vislumbra a criança como um leitor
e um produtor de textos. Assim, a alfabetização passa a se tornar um
instrumento e fator decisivo para a conquista e o exercício da cidadania. Como
aponta Soares (2006), ¨[...] enquanto a pose e o uso plenos da leitura e da
escrita sejam privilégio de determinadas classes e categorias sociais como têm
sido-elas assumem papel de arma para o exercício do poder, para a legitimação
da dominação econômica, social, cultural, instrumentos de discriminação e de
exclusão. O estudo neste sentido e os textos apresentados ao longo das unidades
norteou o entendimento à concepção de alfabetização na perspectiva do
letramento, aprofundando a compreensão sobre o currículo necessário aos anos
iniciais do Ensino Fundamental que contemplou os eixos do componente curricular
Língua Portuguesa, ressaltando que, para isso, é necessário estabelecer uma
definição acerca dos direitos de aprendizagem a cada ano no ciclo de
alfabetização. Destacasse na unidade a importância da avaliação e o que é
esperado em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento das
crianças, refletindo sobre várias pesquisas. Ao aprofundarmos o tema referente à
progressão escolar no ciclo de alfabetização: avaliação e continuidade das
aprendizagens na escolarização. De acordo com as pesquisas sobre a história da
organização escolar no Brasil os teóricos em seus estudos confrontam as formas
como vem se construindo formas de alfabetizar nossas crianças de forma
emancipatória. Neste contexto
específico, na tentativa de encontrar soluções para o fracasso escolar na
alfabetização, o ciclo básico de alfabetização surgiu como possibilidade de
eliminação da reprovação no final da 1ª série do Ensino Fundamental, ampliando,
o período de alfabetização para 2º e 3º anos. Entre os professores esta
discussão acalorasse parecendo ser a reprovação uma medida correta, pois os
alunos não atingiram as competências necessárias como aprovar. Este assunto
reviveu nestas leituras, pois alguns professores ainda acreditam na proposta da
reprovação! Os estudos revelam nossas resistências e a preocupação de alguns
estudiosos em revelar as possibilidades de alfabetizar letrando. Em um novo olhar,
reorganizando os espaços escolares de forma prazerosa, mediando e conhecendo a
realidade de cada criança, de forma democrática e lúdica. Percebesse que a ação
do professor precisa estar ligada aos discursos. O assunto sobre ciclos e
progressões automáticas suas diferenças. E suas diversidades de conceitos:
discutimos a partir das leituras a necessidade da formação continuada para que
possamos ter conceitos claros sobre os procedimentos educacionais referentes às
aprendizagens de nossos alunos. Apesar das diversidades de posições, os autores
concordam que o regime de Progressão Automática seria outro tipo de organização
(distinguindo-se da proposta de organização em ciclos e/ou progressão
continuada). A progressão automática é caracterizada, geralmente, pela ausência
da avaliação, estimulando que a criança avance de um ano para o outro sem se
preocupar com o monitoramento do processo de ensino e de aprendizagem. Há falta
de ações efetivas de estudos de recuperação para alunos de baixo rendimento e
não possibilidade de retenção. O objetivo é apenas de racionalizar o fluxo de
alunos e reduzir as taxas de reprovação. O estudo nos possibilitou uma
reflexão, respeitando a prática e as vivencias do professor, seus processos de
aprendiz e condutor das aprendizagens.
Como diz:
MAINARDES (2007), o qual apontou que a transposição das séries para ciclos
implicaria uma mudança de código, ou seja, uma mudança da lógica de
funcionamento da política educacional, da gestão escolar, da dinâmica na sala
de aula e da participação do aluno. Sendo assim, segundo o autor, esta proposta
de ciclos, por um lado, necessitaria da adesão dos professores e, por outro,
demandaria um intenso e contínuo processo de formação docente. Portanto, essa
forma de ordenar a escola estaria inserida em uma prática pedagógica que
pressupunha a conscientização, por parte dos professores, das progressões e sucessões
necessárias ao aluno, para que o processo de ensino e aprendizagem não se
perdesse sem o estabelecimento de direitos de aprendizagem não se perdesse sem
o estabelecimento de direitos de aprendizagens e o aprofundamento dos conteúdos
a cada ano do ciclo de alfabetização.
O esclarecimento
do ciclo de alfabetização propõe, portanto, a ampliação do tempo de
aprendizagem, considerando uma nova postura avaliativa por parte dos
professores com critérios adequados a cada ano, enfatizando as aprendizagens, revisando
o processo de ensino-aprendizagem e atendendo a diferentes necessidades de
aprendizagem. Nesse processo, as
crianças assumiram um papel mais ativo no processo de ensino e de aprendizagem.
Nessa perspectiva, o foco de atenção, no sistema de ciclos, mudaria do
professor ou do ensino para a relação professor ou do ensino para a relação
professor-aluno e para o modo como a aprendizagem ocorreria, possibilitando ao
aprendiz a construção de conhecimentos para o seu pleno desenvolvimento.
Partindo deste pressuposto os diálogos evidenciam que todos estão ansiosos por
este norte, e algumas conquistas já acontecem em relação as mudanças para este
caminho, onde a avaliação é vista como emancipatória e não classificatória.
Esta reflexão nos faz repensar nossas práticas. Mas, percebesse que quem não
quer assumir este papel de trabalhar em ciclos porque não pode reter, prefere
ir para as séries seguintes 4º e 5º anos, parece que não entenderam a proposta
ou não querem ser apontadas por outros professores. Este ranço talvez exista,
por não termos chegado ao fim deste desafio de fazer educação.
O desafio que
encontramos durante as leituras, perpassa a importância das avaliações e dos
registros referente às aprendizagens dos nossos alunos. Requer um comprometimento de todas as esferas
da educação, percebesse que o professor sozinho não realiza a educação em sua
plenitude. Precisamos parar para refletir, confrontar saberes e experiências,
destacando através dos estudos a responsabilidade e o conhecimento de causa
para reorganizarmos nossos currículos e nossas práticas, e a dor deste processo
não deve nos desmotivar, pois a educação tem história arraigada de cultura e
mudar requer dor, conhecimento e tempo. Portanto, dentro dos estudos esta
mudança veio com embasamentos coerentes, possíveis. Porque não distancia de
nossas realidades. Pareceu durante todo o curso deste ano, que o diálogo
pareceu estar lado a lado com as ações, este foi o grande licor dos nossos
encontros. O estudo deu recursos para a prática do professor trazendo leituras,
material e recursos de como fazer esta mudança de forma clara e prazerosa. Motivando
as cursistas a colocarem em prática os conhecimentos adquiridos de forma
tranquila e prazerosa.
Retomamos a
importância da avaliação formativa e registros das aprendizagens das crianças na
passagem de um ano letivo ao outro por meio de pareceres pedagógicos, para registro
da vida escolar das crianças, indicando quais são as aprendizagens construídas
pelas crianças e ações que precisam ser desenvolvidas pelos professores para
auxiliá-las no próximo ano. Além disso, esses encaminhamentos servem como
sugestões para os docentes do 4º ano do Ensino Fundamental quando quanto aos
encaminhamentos gerais a serem dados, considerando os perfis finais das
crianças no 3º ano do ciclo de alfabetização. Enfatizei com as cursistas que os
teóricos através de estudos os riscos da avaliação quanto esta assume apenas
contornos de julgamento sobre o sujeito, suas capacidades e os processos de
ensino e de aprendizagem, ao invés de centrar-se em parâmetros claramente
delineados cujo objeto seria possibilitar a reflexão sobre todos os processos e
sujeitos envolvidos na ação de ensinar e de aprender.
Nesse sentido o
estudo nos fez pensar sobre o outro, digo sobre como a criança apropriasse do
conhecimento do sistema de escrita alfabética. Destacando que o ciclo de
alfabetização não estiver claramente dispostos os direitos de aprendizagem dos
estudantes, a avaliação pode assumir uma dimensão informal, sem indicação clara
dos avanços das crianças. Tal prática pode provocar a exclusão interna do
estudante que progride na etapa de escolaridade sem de fato efetuar
aprendizagens.
Nas avaliações e
reflexões desenvolvidas durante o ano e nesta última unidade. Entendemos que a
reflexão sobre a progressão escolar e os direitos de aprendizagens para a
alfabetização podem orientar as práticas de ensino ao longo dos três anos,
podendo ser um importante instrumento para com o compromisso com o direito à
alfabetização e ao letramento para todas as crianças. A reflexão deixa como
base que orientações não deveriam servir para diagnosticar quem vai e quem
fica¨ na escolaridade; pois, ao reter uma criança, necessariamente, não
garantimos que ela tenha mais chances de se alfabetizar no ano seguinte.
Em todas as unidades
a pratica docente foi discutida na perspectiva de que é necessário garantir a
todas as crianças a continuidade e progressão das aprendizagens ao longo dos
três anos do ensino Fundamental.Kátia Tagliani Azambuja Silveira
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