domingo, 8 de junho de 2014

Relatório Unidade do caderno de Formação 8

UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 08
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 2
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 10/12/2013 e 16/12/2013
CARGA HORÁRIA DESENVOLVIDA: 8H
FORMADOR DA IES: PATRICIA BONOW FASSBENDER WILLE


Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação
O objetivo da unidade oito retomou os temas abordados no decorrer das unidades do curso, enfocando a reflexão sobre a progressão escolar e avaliação, destacando a importância do planejamento, do registro e da continuidade das aprendizagens no ciclo de alfabetização. Tomando como princípios: a inclusão de todos os estudantes no processo educativo; a promoção de um ensino problematizador, reflexivo e lúdico; e o pressuposto de que os estudantes têm direitos de aprendizagem que precisam ser garantidos de maneira articulada ao fortalecimento das identidades coletivas e individuais. Em todas as áreas do conhecimento de forma interdisciplinar respeitando a heterogeneidade de forma significativa. Vivenciando Diversas propostas pedagógicas. Desse modo, os objetivos da unidade oito são: planejar o ensino na alfabetização; compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem; construir, coletivamente, o que se espera em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no ciclo de alfabetização.
O estudo da unidade oito sintetizou a proposta deste trabalho onde o ciclo de alfabetização, entre as crianças de 6 ao 8 anos em uma perspectiva de continuidade e aprofundamento, visando à construção de um sistema educacional democrático, não seletivo e não excludente. Desta forma, o estudo concebeu a alfabetização, na escolaridade em ciclos, como uma política que tem preocupação de construir uma educação emancipatória que vislumbra a criança como um leitor e um produtor de textos. Assim, a alfabetização passa a se tornar um instrumento e fator decisivo para a conquista e o exercício da cidadania. Como aponta Soares (2006), ¨[...] enquanto a pose e o uso plenos da leitura e da escrita sejam privilégio de determinadas classes e categorias sociais como têm sido-elas assumem papel de arma para o exercício do poder, para a legitimação da dominação econômica, social, cultural, instrumentos de discriminação e de exclusão. O estudo neste sentido e os textos apresentados ao longo das unidades norteou o entendimento à concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, aprofundando a compreensão sobre o currículo necessário aos anos iniciais do Ensino Fundamental que contemplou os eixos do componente curricular Língua Portuguesa, ressaltando que, para isso, é necessário estabelecer uma definição acerca dos direitos de aprendizagem a cada ano no ciclo de alfabetização. Destacasse na unidade a importância da avaliação e o que é esperado em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, refletindo sobre várias pesquisas. Ao aprofundarmos o tema referente à progressão escolar no ciclo de alfabetização: avaliação e continuidade das aprendizagens na escolarização. De acordo com as pesquisas sobre a história da organização escolar no Brasil os teóricos em seus estudos confrontam as formas como vem se construindo formas de alfabetizar nossas crianças de forma emancipatória.  Neste contexto específico, na tentativa de encontrar soluções para o fracasso escolar na alfabetização, o ciclo básico de alfabetização surgiu como possibilidade de eliminação da reprovação no final da 1ª série do Ensino Fundamental, ampliando, o período de alfabetização para 2º e 3º anos. Entre os professores esta discussão acalorasse parecendo ser a reprovação uma medida correta, pois os alunos não atingiram as competências necessárias como aprovar. Este assunto reviveu nestas leituras, pois alguns professores ainda acreditam na proposta da reprovação! Os estudos revelam nossas resistências e a preocupação de alguns estudiosos em revelar as possibilidades de alfabetizar letrando. Em um novo olhar, reorganizando os espaços escolares de forma prazerosa, mediando e conhecendo a realidade de cada criança, de forma democrática e lúdica. Percebesse que a ação do professor precisa estar ligada aos discursos. O assunto sobre ciclos e progressões automáticas suas diferenças. E suas diversidades de conceitos: discutimos a partir das leituras a necessidade da formação continuada para que possamos ter conceitos claros sobre os procedimentos educacionais referentes às aprendizagens de nossos alunos. Apesar das diversidades de posições, os autores concordam que o regime de Progressão Automática seria outro tipo de organização (distinguindo-se da proposta de organização em ciclos e/ou progressão continuada). A progressão automática é caracterizada, geralmente, pela ausência da avaliação, estimulando que a criança avance de um ano para o outro sem se preocupar com o monitoramento do processo de ensino e de aprendizagem. Há falta de ações efetivas de estudos de recuperação para alunos de baixo rendimento e não possibilidade de retenção. O objetivo é apenas de racionalizar o fluxo de alunos e reduzir as taxas de reprovação. O estudo nos possibilitou uma reflexão, respeitando a prática e as vivencias do professor, seus processos de aprendiz e condutor das aprendizagens.

Como diz: MAINARDES (2007), o qual apontou que a transposição das séries para ciclos implicaria uma mudança de código, ou seja, uma mudança da lógica de funcionamento da política educacional, da gestão escolar, da dinâmica na sala de aula e da participação do aluno. Sendo assim, segundo o autor, esta proposta de ciclos, por um lado, necessitaria da adesão dos professores e, por outro, demandaria um intenso e contínuo processo de formação docente. Portanto, essa forma de ordenar a escola estaria inserida em uma prática pedagógica que pressupunha a conscientização, por parte dos professores, das progressões e sucessões necessárias ao aluno, para que o processo de ensino e aprendizagem não se perdesse sem o estabelecimento de direitos de aprendizagem não se perdesse sem o estabelecimento de direitos de aprendizagens e o aprofundamento dos conteúdos a cada ano do ciclo de alfabetização.
O esclarecimento do ciclo de alfabetização propõe, portanto, a ampliação do tempo de aprendizagem, considerando uma nova postura avaliativa por parte dos professores com critérios adequados a cada ano, enfatizando as aprendizagens, revisando o processo de ensino-aprendizagem e atendendo a diferentes necessidades de aprendizagem.  Nesse processo, as crianças assumiram um papel mais ativo no processo de ensino e de aprendizagem. Nessa perspectiva, o foco de atenção, no sistema de ciclos, mudaria do professor ou do ensino para a relação professor ou do ensino para a relação professor-aluno e para o modo como a aprendizagem ocorreria, possibilitando ao aprendiz a construção de conhecimentos para o seu pleno desenvolvimento. Partindo deste pressuposto os diálogos evidenciam que todos estão ansiosos por este norte, e algumas conquistas já acontecem em relação as mudanças para este caminho, onde a avaliação é vista como emancipatória e não classificatória. Esta reflexão nos faz repensar nossas práticas. Mas, percebesse que quem não quer assumir este papel de trabalhar em ciclos porque não pode reter, prefere ir para as séries seguintes 4º e 5º anos, parece que não entenderam a proposta ou não querem ser apontadas por outros professores. Este ranço talvez exista, por não termos chegado ao fim deste desafio de fazer educação.
O desafio que encontramos durante as leituras, perpassa a importância das avaliações e dos registros referente às aprendizagens dos nossos alunos.  Requer um comprometimento de todas as esferas da educação, percebesse que o professor sozinho não realiza a educação em sua plenitude. Precisamos parar para refletir, confrontar saberes e experiências, destacando através dos estudos a responsabilidade e o conhecimento de causa para reorganizarmos nossos currículos e nossas práticas, e a dor deste processo não deve nos desmotivar, pois a educação tem história arraigada de cultura e mudar requer dor, conhecimento e tempo. Portanto, dentro dos estudos esta mudança veio com embasamentos coerentes, possíveis. Porque não distancia de nossas realidades. Pareceu durante todo o curso deste ano, que o diálogo pareceu estar lado a lado com as ações, este foi o grande licor dos nossos encontros. O estudo deu recursos para a prática do professor trazendo leituras, material e recursos de como fazer esta mudança de forma clara e prazerosa. Motivando as cursistas a colocarem em prática os conhecimentos adquiridos de forma tranquila e prazerosa.
Retomamos a importância da avaliação formativa e registros das aprendizagens das crianças na passagem de um ano letivo ao outro por meio de pareceres pedagógicos, para registro da vida escolar das crianças, indicando quais são as aprendizagens construídas pelas crianças e ações que precisam ser desenvolvidas pelos professores para auxiliá-las no próximo ano. Além disso, esses encaminhamentos servem como sugestões para os docentes do 4º ano do Ensino Fundamental quando quanto aos encaminhamentos gerais a serem dados, considerando os perfis finais das crianças no 3º ano do ciclo de alfabetização. Enfatizei com as cursistas que os teóricos através de estudos os riscos da avaliação quanto esta assume apenas contornos de julgamento sobre o sujeito, suas capacidades e os processos de ensino e de aprendizagem, ao invés de centrar-se em parâmetros claramente delineados cujo objeto seria possibilitar a reflexão sobre todos os processos e sujeitos envolvidos na ação de ensinar e de aprender.
Nesse sentido o estudo nos fez pensar sobre o outro, digo sobre como a criança apropriasse do conhecimento do sistema de escrita alfabética. Destacando que o ciclo de alfabetização não estiver claramente dispostos os direitos de aprendizagem dos estudantes, a avaliação pode assumir uma dimensão informal, sem indicação clara dos avanços das crianças. Tal prática pode provocar a exclusão interna do estudante que progride na etapa de escolaridade sem de fato efetuar aprendizagens.
Nas avaliações e reflexões desenvolvidas durante o ano e nesta última unidade. Entendemos que a reflexão sobre a progressão escolar e os direitos de aprendizagens para a alfabetização podem orientar as práticas de ensino ao longo dos três anos, podendo ser um importante instrumento para com o compromisso com o direito à alfabetização e ao letramento para todas as crianças. A reflexão deixa como base que orientações não deveriam servir para diagnosticar quem vai e quem fica¨ na escolaridade; pois, ao reter uma criança, necessariamente, não garantimos que ela tenha mais chances de se alfabetizar no ano seguinte.
Em todas as unidades a pratica docente foi discutida na perspectiva de que é necessário garantir a todas as crianças a continuidade e progressão das aprendizagens ao longo dos três anos do ensino Fundamental.

Kátia Tagliani Azambuja Silveira


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