domingo, 8 de junho de 2014

Relatório Unidade do Caderno de Formação 4

UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 4
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 3
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 31/08/2013 e 14\09\2013
CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 12 h.



A partir do tema ludicidade, o objetivo da unidade traz o lúdico na sala de aula; os benefícios e dificuldades existentes ao propor a metodologia.

O jogo e a brincadeira aparecem como formas de se trabalhar o lúdico. A formação e a disponibilidade do professor para utilizar tal metodologia são colocadas como essenciais para o desenvolvimento nas atividades de qualidade com os educandos.

Perceber, também, o processo da criança é fundamental para que não se desista da busca por uma escola mais prazerosa.

Esta unidade motivou as professoras cursistas à reflexão do lúdico na sala de aula, considerando os jogos e brincadeiras formas de trabalhar o lúdico.

Tratamos a importância da ludicidade para a aquisição do conhecimento, dos desafios encontrados e enfrentados para atingir os objetivos de levar a ludicidade para a sala de aula, como a importância da pesquisa e formação de professores.
Além de trazer a necessidade de a escola tornar-se cada vez mais prazerosa para todos, alunos e funcionários.
Esta discussão surgiu a partir da apresentação do trabalho apresentado no Power point, embasados nos estudos dos cadernos de formação do PNAIC, unidade 4, onde aborda formas comuns de trabalhar a ludicidade em sala de aula.


As professoras alfabetizadoras no debate e trocas de experiências; discutiram a importância de se levar em conta o brincar como uma atividade natural, espontânea e necessária para a criança, sendo assim, uma peça importantíssima na formação dos professores (as).

Destacou-se também a importância de estarem em nosso planejamento às brincadeiras e os jogos, não deixando só para o pátio (recreio) e a educação física.

Chamou a atenção de todas que por meio dos jogos e das brincadeiras o educando explora muito mais sua criatividade, melhora sua conduta no processo de ensino-aprendizagem e sua autoestima, porem, o educador deve ter cuidado de como são colocados os jogos em seus fins pedagógicos, para que não se transforme em atividades dirigidas e manipuladora.

Um dos grupos de trabalho relatou que o educando se entrega em uma brincadeira, e ela não tem como não aprender algo, não desenvolver alguma habilidade ou conhecimento.

Entretanto novamente surgiu o debate como realizar de forma verdadeira a inclusão.

Relato de uma professora de primeiro ano:
Como dar conta de todas as áreas do conhecimento e os eixos de língua portuguesa e historia, matemática etc.., tendo em vista todos os outros conteúdos que também devem ser trabalhados, durante, um ano letivo que parece ser muito.
Pois as realidades exigem adaptar nossos currículos, trabalhar um dia após o outro, sobrevivento as dificuldades de uma turma com inclusão, imensa e com unidocência, ou mesmo que com auxiliar, mas esta nem sempre tem formação adequada (como eu também não), para trabalhar com alunos especiais ou até mesmo sem formação mínima (magistério nível médio) e estão lá, do nosso lado tentando fazer o melhor que pode (DESABAFO).

Mediante angustias e discussões ficou acordado que todas as professoras desenvolveriam um projeto envolvendo ludicidade.  
Faríamos oficinas para construção de jogos para os nossos alunos especiais.

No terceiro encontro desta unidade confeccionaremos jogos para trabalhar com nossos alunos na aquisição do sistema de escrita alfabética.

Ainda mais se tratando de interação com outros educandos, pois, “o ato de jogar supõe [...] relações interpessoais que [...] possam contribuir para enriquecer a dinâmica das relações sociais na sala de aula” (RISSI; HAYD, 1987,p.5)

Vale lembrar ainda que “o lúdico como instrumento educativo já se fazia presente no universo criativo, do homem desde os primórdios da humanidade. (CHAGURI, 2006, p.2)

As professoras relataram o quanto esta sendo positivas as leituras feitas por elas, na sala de aula com os acervos de literatura, os educandos gostam.

É visível a motivação e o prazer dos educandos; quando elas usam os jogos enviados pelo MEC, no seu planejamento.

O que eu achei interessante foi às professoras, perceberem o quanto é importante estas atividades estarem contemplando os seus planejamentos. Porque todas perceberam sua importância, e a facilidade para que eles apropriem do sistema de escrita alfabética.

Ao perceberem que os educandos produziram, aprenderam e se desenvolviam mais quando faziam as atividades mais livremente e espontaneamente.

Conversamos sobre a formação do professor de forma lúdica.
Que o sentido verdadeiro da educação lúdica, só estará garantido se o professor estiver preparado para realiza-lo. Tiver conhecimento sobre os fundamentos e vontade de estar em conteúdo aprendizado e renovação, pois trazer atividades que interessem aos educandos demanda pesquisa, estudo, observação das crianças com que se trabalha entre outros esforços por parte do educador.
Entretanto, observei que ainda, nos professoras (es) precisamos renunciar, modificar algumas posturas e atitudes já incorporadas, o que se torna mais difícil, pois lidar, com  a mudança, com o diferente é desafiador e nem todos estão abertos para isto.
Finalizamos o nosso encontro com a apresentação dos projetos e a confecção de jogos para os nossos alunos da rede municipal, com necessidades especiais: baixa visão, síndrome de Dawn, deficiência intelectual e autismo.

Todas as professoras alfabetizadoras colocaram a mão na massa, os jogos foram confeccionados com dedicação e conhecimento.
Antes da confecção foi feito pesquisas do material disponibilizado pelo Mec, sobre inclusão da unidade 01.
As professoras se dividiram por anos ( 1º,2º E 3º Anos) e confeccionaram dois jogos por grupo para apresentação.
Pareceu ser importante e gratificante para cada professora presente estar conhecedora do que esta sendo trabalhado com o seu educando com necessidade especial, ficou claro o interesse do professor em realizar um trabalho de qualidade.

Percebeu-se a importância que as educadoras demonstraram na formação, seguida das práticas. Todas parabenizaram o encontro e o assunto trazido nas leituras regadas de esclarecimentos, enriquecendo suas práticas e consequentemente despertando o interesse nos educandos.

Para finalizar todas as educadoras apresentaram seus jogos, escrevendo quais os objetivos a serem desenvolvidos. Pareceu que as educadoras voltaram no seu tempo de criança, todas queriam jogar e aprender as regras para confeccionar e jogar com os seus alunos.

Acredito como orientadora deste curso que estamos no caminho. De um entendimento tranquilo e prazeroso atingindo nossos alunos de forma inclusiva, priorizando uma educação de qualidade.

Após as apresentações ficou acordado, que cada professor alfabetizador com educandos especiais desenvolverá o jogo confeccionado com suas respectivas turmas. Todos irão observar registrar e escrever em forma de relatório o comportamento de seus educandos diante dos jogos apresentados.

As professoras alfabetizadoras encerraram o curso refletindo que é através do uso dos jogos que conseguimos aprender.

Qualquer prática deveria pressupor o educando como sujeito do processo, que a si mesmo se alfabetiza, que vai cooperando com os pais, com o professor e os colegas, que vão mediando sua interação com o meio, numa construção coletiva.
Encerro o relatório parabenizando os professores organizadores deste trabalho, que envolve e esclarece nossas duvidas. Como professoras alfabetizadoras.

Kátia Tagliani Azambuja Silveira
Orientadora de Estudos 
Cidreira 


Cidreira, 16 de setembro de 2013.

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