UNIDADE
DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 4
Nº
DE ENCONTROS REALIZADOS: 3
DATA DOS
ENCONTROS REALIZADOS: 31/08/2013 e 14\09\2013
CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 12 h.
FORMADOR
DA IES: Patricia Bonow Fassbender Wille
A partir do tema
ludicidade, o objetivo da unidade traz o lúdico na sala de aula; os benefícios
e dificuldades existentes ao propor a metodologia.
O jogo e a
brincadeira aparecem como formas de se trabalhar o lúdico. A formação e a disponibilidade
do professor para utilizar tal metodologia são colocadas como essenciais para o
desenvolvimento nas atividades de qualidade com os educandos.
Perceber, também, o
processo da criança é fundamental para que não se desista da busca por uma
escola mais prazerosa.
Esta unidade motivou
as professoras cursistas à reflexão do lúdico na sala de aula, considerando os
jogos e brincadeiras formas de trabalhar o lúdico.
Tratamos a
importância da ludicidade para a aquisição do conhecimento, dos desafios
encontrados e enfrentados para atingir os objetivos de levar a ludicidade para
a sala de aula, como a importância da pesquisa e formação de professores.
Além de trazer a
necessidade de a escola tornar-se cada vez mais prazerosa para todos, alunos e
funcionários.
Esta discussão surgiu
a partir da apresentação do trabalho apresentado no Power point, embasados nos
estudos dos cadernos de formação do PNAIC, unidade 4, onde aborda formas comuns
de trabalhar a ludicidade em sala de aula.
As professoras
alfabetizadoras no debate e trocas de experiências; discutiram a importância de
se levar em conta o brincar como uma atividade natural, espontânea e necessária
para a criança, sendo assim, uma peça importantíssima na formação dos professores
(as).
Destacou-se também a
importância de estarem em nosso planejamento às brincadeiras e os jogos, não
deixando só para o pátio (recreio) e a educação física.
Chamou a atenção de
todas que por meio dos jogos e das brincadeiras o educando explora muito mais
sua criatividade, melhora sua conduta no processo de ensino-aprendizagem e sua autoestima,
porem, o educador deve ter cuidado de como são colocados os jogos em seus fins
pedagógicos, para que não se transforme em atividades dirigidas e manipuladora.
Um dos grupos de
trabalho relatou que o educando se entrega em uma brincadeira, e ela não tem
como não aprender algo, não desenvolver alguma habilidade ou conhecimento.
Entretanto novamente
surgiu o debate como realizar de forma verdadeira a inclusão.
Relato de uma
professora de primeiro ano:
Como dar conta de
todas as áreas do conhecimento e os eixos de língua portuguesa e historia,
matemática etc.., tendo em vista todos os outros conteúdos que também devem ser
trabalhados, durante, um ano letivo que parece ser muito.
Pois as realidades
exigem adaptar nossos currículos, trabalhar um dia após o outro, sobrevivento
as dificuldades de uma turma com inclusão, imensa e com unidocência, ou mesmo
que com auxiliar, mas esta nem sempre tem formação adequada (como eu também
não), para trabalhar com alunos especiais ou até mesmo sem formação mínima (magistério
nível médio) e estão lá, do nosso lado tentando fazer o melhor que pode (DESABAFO).
Mediante angustias e discussões
ficou acordado que todas as professoras desenvolveriam um projeto envolvendo
ludicidade.
Faríamos oficinas
para construção de jogos para os nossos alunos especiais.
No terceiro encontro
desta unidade confeccionaremos jogos para trabalhar com nossos alunos na
aquisição do sistema de escrita alfabética.
Ainda mais se
tratando de interação com outros educandos, pois, “o ato de jogar supõe [...]
relações interpessoais que [...] possam contribuir para enriquecer a dinâmica
das relações sociais na sala de aula” (RISSI; HAYD, 1987,p.5)
Vale lembrar ainda
que “o lúdico como instrumento educativo já se fazia presente no universo
criativo, do homem desde os primórdios da humanidade. (CHAGURI, 2006, p.2)
As professoras
relataram o quanto esta sendo positivas as leituras feitas por elas, na sala de
aula com os acervos de literatura, os educandos gostam.
É visível a motivação
e o prazer dos educandos; quando elas usam os jogos enviados pelo MEC, no seu
planejamento.
O que eu achei
interessante foi às professoras, perceberem o quanto é importante estas
atividades estarem contemplando os seus planejamentos. Porque todas perceberam
sua importância, e a facilidade para que eles apropriem do sistema de escrita
alfabética.
Ao perceberem que os
educandos produziram, aprenderam e se desenvolviam mais quando faziam as
atividades mais livremente e espontaneamente.
Conversamos sobre a
formação do professor de forma lúdica.
Que o sentido
verdadeiro da educação lúdica, só estará garantido se o professor estiver
preparado para realiza-lo. Tiver conhecimento sobre os fundamentos e vontade de
estar em conteúdo aprendizado e renovação, pois trazer atividades que
interessem aos educandos demanda pesquisa, estudo, observação das crianças com
que se trabalha entre outros esforços por parte do educador.
Entretanto, observei
que ainda, nos professoras (es) precisamos renunciar, modificar algumas
posturas e atitudes já incorporadas, o que se torna mais difícil, pois lidar,
com a mudança, com o diferente é
desafiador e nem todos estão abertos para isto.
Finalizamos o nosso
encontro com a apresentação dos projetos e a confecção de jogos para os nossos
alunos da rede municipal, com necessidades especiais: baixa visão, síndrome de
Dawn, deficiência intelectual e autismo.
Todas as professoras
alfabetizadoras colocaram a mão na massa, os jogos foram confeccionados com
dedicação e conhecimento.
Antes da confecção
foi feito pesquisas do material disponibilizado pelo Mec, sobre inclusão da
unidade 01.
As professoras se
dividiram por anos ( 1º,2º E 3º Anos) e confeccionaram dois jogos por grupo
para apresentação.
Pareceu ser
importante e gratificante para cada professora presente estar conhecedora do
que esta sendo trabalhado com o seu educando com necessidade especial, ficou
claro o interesse do professor em realizar um trabalho de qualidade.
Percebeu-se a
importância que as educadoras demonstraram na formação, seguida das práticas.
Todas parabenizaram o encontro e o assunto trazido nas leituras regadas de
esclarecimentos, enriquecendo suas práticas e consequentemente despertando o interesse
nos educandos.
Para finalizar todas
as educadoras apresentaram seus jogos, escrevendo quais os objetivos a serem
desenvolvidos. Pareceu que as educadoras voltaram no seu tempo de criança,
todas queriam jogar e aprender as regras para confeccionar e jogar com os seus
alunos.
Acredito como
orientadora deste curso que estamos no caminho. De um entendimento tranquilo e prazeroso
atingindo nossos alunos de forma inclusiva, priorizando uma educação de
qualidade.
Após as apresentações
ficou acordado, que cada professor alfabetizador com educandos especiais
desenvolverá o jogo confeccionado com suas respectivas turmas. Todos irão observar
registrar e escrever em forma de relatório o comportamento de seus educandos diante
dos jogos apresentados.
As professoras
alfabetizadoras encerraram o curso refletindo que é através do uso dos jogos
que conseguimos aprender.
Qualquer prática
deveria pressupor o educando como sujeito do processo, que a si mesmo se
alfabetiza, que vai cooperando com os pais, com o professor e os colegas, que
vão mediando sua interação com o meio, numa construção coletiva.
Encerro o relatório
parabenizando os professores organizadores deste trabalho, que envolve e
esclarece nossas duvidas. Como professoras alfabetizadoras.
Kátia Tagliani Azambuja Silveira
Orientadora de Estudos
Cidreira
Cidreira, 16 de setembro de 2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário