quinta-feira, 22 de maio de 2014

Projeto "Eu sou do sul"

Projeto "Eu sou do Sul"
Professora Sabrina Moreira Lopes

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL ILDO MENEGHETTI
PROJETO: EU SOU DO SUL
Nível: 2º Ano
Tema: Tradições gaúchas
Duração: 10 a 20 de setembro de 2013.
Professora:  Sabrina Moreira.

Justificativa: A cultura da nossa terra nos ensina a amar e respeitar as tradições que formam nossa identidade. Dessa forma é de especial importância que desde pequenos já se conheça todas as tradições gaúchas como músicas, cores, expressões, comidas típicas, etc. Tudo isso, na verdade, é o que nos faz um povo conhecido como hospitaleiro e afetuoso que tem muito orgulho de sua identidade cultural.

Objetivo geral: Reconhecer e expressar a importância de sua identidade cultural, o tão famoso “ser gaúcho”, observando as tradições que nos cercam e formam traços tão relevantes em todos nós que amamos essa terra. Trabalhar a interdisciplinaridade e a integração entre as turmas de faixas etárias diferentes.

Metodologia:
- Linguagem oral: orgulho de ser gaúcho;
- Confecção de cartazes com o reconhecimento de símbolos e tradições gaúchas;
- Atividades rítmicas envolvendo canções da nossa tradição gaúcha;
- Musicalidade: Canção – “É o meu Rio Grande do sul”; “Eu sou do sul”, etc.
- Rodas de conversa: chimarrão e rapadura;
- Artes plásticas com uso de tinta e materiais diversos com as cores da nossa bandeira;
- Pintura de imagens relacionadas aos símbolos, vestimentas e tradições gaúchas em geral;
- Observação da bandeira do RS e identificação de suas cores e significados;
- Socialização e conversas utilizando expressões do vocabulário típico gaúcho: “bah, tchê, prenda, etc.”
- Degustar e apreciar comidas e doces típicos.

Conteúdos:
- Psicomotricidade;
- Importância das Tradições gaúchas;
- Sociabilidade;
- Expressão corporal;
- Afetividade;
- Motricidade fina e ampla;
- Criatividade;
- Ritmos e musicalidade;
- Cores;
- Expressões do vocabulário gaúcho;
- Desenho;
- Pintura em espaço limitado;

Recursos:
Bandeira do RS, lápis de cor, giz de cera, cartolina, papel laminado, tinta, pincel, Xerox, rádio, cd’s, cuia, erva-mate, etc.

Culminância: Desfile Cívico Municipal.

Avaliação: Será realizada de maneira contínua e de acordo com a participação e interesse dos alunos durante as atividades, bem como sua aprendizagem a respeito de nossas tradições culturais.




quarta-feira, 14 de maio de 2014

Relatório de Novembro/2013

NOME DO ORIENTADOR DE ESTUDO: Kátia Tagliani Azambuja Silveira
MUNICÍPIO: Cidreira                                      POLO: 02
UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 06
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 3
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 25/10/2013 e 05/11/2013

CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 12 às/aula.

Planejamento sinônimo de desafio aos profissionais na área da educação. Nesta unidade 06.O PNAIC ( Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa); aprofunda o tema alfabetização, projetos didáticos e sequências didáticas em dialogo com os diferentes componentes curriculares.

Dando continuidade as reflexões das unidades anteriores, intenta-se não somente conhecer, discutir, mas perceber possibilidades de práticas pedagógicas, que envolvem diversas áreas do conhecimento tendo como foco principal a área da linguagem, concretizada nos diferentes gêneros textuais que circulam na sociedade, conforme preceituam documentos oficiais e parâmetros curriculares para o ensino fundamental de nove anos.

Será foco de atenção os diálogos entre os diferentes componentes curriculares, visando à integração entre os mesmos, bem como o papel dos diferentes eixos do ensino da língua na apropriação de conhecimentos relacionados às distintas áreas do saber.

Planejando na alfabetização, integrado com diferentes áreas do conhecimento- projetos didáticos e sequências didáticas. O estudo da unidade seis possibilitou a reflexão sobre formas do trabalho pedagógico enfatizando a alfabetização e o letramento. O tema trabalhado focou a atenção aos diálogos entre os diferentes componentes curriculares, visando a integração entre os mesmos, bem como o papel dos diferentes eixos de ensino da língua na apropriação de conhecimentos relacionados às distintas áreas do saber. As educadoras envolveram-se nos estudos, o trabalho com práticas e exemplos na alfabetização e letramento já consolidados, que mostraram resultados positivos, indicando caminhos para fazê-lo pedagógico, respeitando o educando na sua singularidade.
Entendemos a importância das leituras deleite; e seus resultados dentro das nossas salas de aula com nossas crianças. E o quanto podemos utiliza-los para iniciar um projeto ou organizar sequências didáticas.
Nos relatos das educadoras através do caderno de metacognição, sua dedicação e motivação em relação as unidades trabalhadas. A diversidades dos livros dos acervo e livros didáticos envolvendo todas as áreas de conhecimento, com diferentes gêneros textuais. Com sugestões de jogos em fim o material é de qualidade.
Conforme os estudos os tempos são outros e os currículos devem respeitar as competências e habilidades de cada ano do Ensino Fundamental de nove anos, e a singularidade de cada educando. Organizando um ambiente agradável e favorável para o desenvolvimento das atividades de alfabetização e letramento.

Considerando-se os tempos de mudança de paradigmas educacionais, expressões como¨interdisciplinariedade¨, ¨temas transversais¨, ¨contextualização¨são recorrentes nas propostas curriculares nacionais. OS cadernos de estudos do primeiro ano e o foco do trabalho do educador considerando essas novas perspectivas na àrea do ensino, bem como a inclusão da criança de seis anos no Ensino Fundamental de Nove Anos.
A maneira como uma escola se organiza para atender seus objetivos inclui algumas ações fundamentais para o seu funcionamento. Pensar sobre o que e comofazer em uma escola inclui traçar planos e metas a serem alcançadas ao longo de um determinado tempo seja este de um planejamento escolar ou de uma sala de aula.
O planejar faz parte do nosso cotidiano. Planejamos para organizar nossas ações.
O planejamento escolar torna-se importante, pois nosso objeto de pesquisa na ensilagem é as nossas crianças. Envolve práticas coerentes, envolvendo nossas rotinas traçando objetivos delimitados sabendo onde queremos chegar e o que precisamos ensinar para nossos alunos. Através de um trabalho interdisciplinar, que abrange o componente curricular Língua portuguesa, matemática e ciências, a criança é levada a perceber e representar o mundo natural e cultural em que vive.

“De acordo com o documento” Indagações sobre Currículo “-MEC, um primeiro significado a se destacar das discussões presentes nas escolas e na Teoria Pedagógica é a consciência de que:

“[...] os currículos não são conteúdos prontos a serem passados aos alunos. São uma construção e seleção de conhecimentos e práticas produzidas em contextos concretos e em dinâmicas sociais, políticas e culturais, intelectuais e pedagógicas. Conhecimentos e praticas expostos às novas dinâmicas e reinterpretadas em cada contexto histórico. As indagações revelam que há entendimento de que os currículos são orientados pela dinâmica da sociedade. Cabe à nós, como profissionais da Educação, encontrar respostas.” (LIMA,2007,P.9)

O currículo se torna, assim, um instrumento de formação humana. No entanto, Segundo a autora, somente as situações que, de modo especifico, problematizam o conhecimento, levam a aprendizagem.
Nem toda proposta ou intenção em sala de aula promovem aprendizagem.
As atividades a serem propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem delineadas, não só para o professor, como também para o aluno.
Planejar para integrar saberes e experiências.
É por meio do planejamento que o professor busca  organizar sua prática. Ao planejar, o docente reflete sobre os objetivos que quer alcançar, exerce sua ação didática segundo suas intenções. Assim, as atividades a serem desenvolvidas são articuladas de forma mais consciente com o que se pretende desenvolver.
aprendemos durante a formação em forma de leituras debates e escrita como trabalhar topológicas, atitudes de a Língua Portuguesa nas séries iniciais, o docente pode se valer das experiências com temas de outras áreas do conhecimento, como forma de aproximar as crianças de assuntos específicos dessas áreas, ampliando o vocabulário e o trabalho com gêneros textuais.
Assim, na área de ciências naturais, as crianças poderão produzir sínteses de conteúdo, utilizando-se de artigo de divulgação científica sobre animais, de textos diversos sobre um bioma brasileiro ( preferencialmente o da região que as crianças vivem), reportagens sobre chuvas incluindo discussões sobre áreas que costumam ser alagadas e outras que sofrem com as constantes estiagens, relacionando estas questões a outras de ordem social e econômica, que podem ser encontradas em diferentes materiais escritos que circulam na sociedade, ou mesmo ser ouvidos através de rádios ou televisão. Em fim, trabalhar com vários textos todos voltados para a realidade do aluno, desenvolvendo a reflexão e a ação sobre a problematização ali apresentada, diagnosticando e montando estratégias para resolver as situações do meio em que nos encontramos educação para a vida. De modo semelhante na área de ciências Humanas, a partir do gênero textual mapa geográfico de um determinado estado ou município, por exemplo, ou mesmo de um relato histórico do nascimento de uma dada cidade, de uma lista de frequência da turma, da receita de uma comida regional, é possível desenvolver atividades diversas interdiciplinarmente. Respeitando a diversidade de cada cidade ou região.
Aprendemos que com jogos e brincadeiras é possível ensinar noções topológicas, atitudes de solidariedade e respeito para com o grupo, construindo relacionamentos éticos. Tais atitudes, ao ser exercitado no ambiente escolar, certamente estender-se-ão para outros espaços sociais de convivência de crianças. Nesse sentido, é possível compor determinados códigos de relacionamentos entre as pessoas que constituem o ambiente escolar, a partir de discussões e elaborações de documentos que expressem as decisões tomadas coletivamente.
Também vimos que é possível ensinar matemática e interpretação textual ao mesmo tempo mediante a utilização de estratégias lúdicas, em situações que requeiram conhecimentos relacionados a grandezas e medidas ou na identificação de dados em tabelas ou textos, para solucionar problemas. Por outro lado, ao construir uma história matemática, por exemplo, a criança faz uso de conteúdo matemático lançando mão de recursos próprios na área da linguagem, para compreender a operação e expressar seu resultado. São inúmeras as possibilidade que se tem de imbricar conhecimentos., tendo o ensino da língua materna como pano de fundo.
Destacasse as diversas funções sociais do número podem ser exploradas, por exemplo, em situações que possibilitem representações espontâneas de quantidades no cotidiano.
Organização do trabalho por projetos didáticos. Nos últimos anos tem-se presenciado uma série de mudanças no cenário da educação, na busca de uma qualidade cada vez maior. O documento Parâmetros Curriculares Nacionais¨, em 1997 e 1998, que se ampliou com, entre outros, as Orientações Gerais para Ensino Fundamental de nove anos, mais recentemente. Esses documentos vêm se apresentando fundamentais para trazer à sala de aula as mais novas abordagens de ensino e aprendizagem bem como novos olhares para os objetos ou eixos de ensino ( a leitura, a produção escrita ou oral e conhecimentos linguísticos), cujas estratégias de tratamento precisam garantir os ¨Direitos de Aprendizagem¨ das crianças brasileiras, nos três primeiros anos da educação fundamental básica. Pois serão estes direitos de aprendizagem que alicerçarão toda a vida estudantil dessas crianças, na sua formação para a cidadania, e isso exige a superação da fragmentação das atividades de ensino em sala de aula (...) por meio de uma ação educativa que se baseie em uma orientação teórico-metodológica, em que se definam objetivos de ensino, a organização do trabalho pedagógico, o tipo de abordagem que se quer dar ao conhecimento e, por fim, que se considere a realidade sociocultural dos alunos e o contexto da escola (BRASIL,2009.P.07).

Assim, dentre as diversas sugestões dos documentos oficiais acerca do tratamento didático, destaca-se aqui o trabalho pedagógico por meio de projetos.
Nas orientações para a inclusão da criança de seis anos no Ensino Fundamental encontramos três modalidades de organização do trabalho pedagógico: atividades permanentes, sequências didáticas e projetos de aprendizagem. O estudo discute o trabalho por meio de projetos e as sequências didáticas, considerando suas especificidades e importância na sistematização do trabalho nas classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. A aprendizagem significativa supõe um ensino sistemático que permita a criança explorar, experimentar, reorganizar informações e conceitos, com vistas à conquistas de novas aquisições. Aprendemos organizar a sequência didática, o professor poderá incluir atividades diversas como leitura, pesquisa individual ou coletiva, aula dialogada, produções textuais, aulas práticas, etc., pois a sequência de atividades visa trabalhar um conteúdo específico, um tema ou um gênero textual da exploração inicial até a formação de um conceito, uma ideia, uma elaboração prática, uma produção escrita.
A aprendizagem significativa supõe um ensino sistemático que permita a criança explorar, experimentar, reorganizar informações e conceitos com vistas à coquistas de novas aquisições. Aprendemos a organizar as sequências didáticas, o educador poderá incluir atividades diversas como leitura, pesquisa individual ou coletiva, aula dialogada, produções textuais, aulas práticas, etc., pois a sequência de atividades visa trabalhar um conteúdo específico, um tema ou um gênero textual da exploração inicial até a formação de um conceito, uma ideia, uma elaboração prática, uma produção escrita.
Entre os assuntos abordados, a nossa formadora com sua delicadeza e competência no ensinar. Frisou a necessidade de nos darmos conta da importância das reflexões feitas, a partir do desenvolvimento da criança em suas aprendizagens, novas formas de organizar nossos planejamentos. Pressupõe a necessidade de rei significação dos espaços escolares e o rendimento do tempo pedagógico dedicado aos estudantes.
O seriado não serve, pois tem uma lógica excludente trata com igualdade os diferentes.
A proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa superar o processo de exclusão. O grande norte é o respeito à diversidade de percurso de vida e estilo de aprendizagem como compromisso que a escola  precisa assumir para evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos. Para deixar de ser só discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de organização os alfabetizadores devem praticar, para garantir que, ao final do primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes necessidades, ao mesmo tempo em que seus colegas podem progredir ainda mais? Temos a questão da inclusão, dos alunos deficientes precisam ser considerados, pois elas transcendem as questões da heterogeneidade própria de todos os alunos.
O papel do professor e sua formação, dentro das habilidades que precisam ser desenvolvidas pelos professores (as), uma das mais relevantes e difíceis, é a de identificar as necessidades de cada aluno e atuar com todos ao mesmo ao mesmo tempo. Para Leal (2005,p.91), ¨se entendermos o que cada aluno já sabe e soubermos escolher  as melhores opções didáticas para cada um deles, teremos percorrido um longo caminho na nossa profissionalização. Se, além disso, soubermos atuar com todos ao mesmo tempo, atendendo as diferentes demandas e auxiliando-os, teremos construído um belo perfil de professor (a) alfabetizador (a).
Numa perspectiva construtivista o ensino deve levar em conta o que os alunos já sabem e o que precisam ser ajudados a aprender. Esse princípio de ¨ensino ajustado¨ (ONRUBIA,1996) pressupõe, então, que os professores diagnostiquem os conhecimentos prévios dos alunos e formulem atividades que constituam desafios adequados. Isto é, no caso da alfabetização, para poder avançar no domínio da língua escrita ou se suas convenções, uma atividade não pode ser  ¨fácil¨, ao ponto de o aluno poder resolvê-la, sem ter que construir seus saberes prévios. Por outro lado, não pode ser tão complexa que se torne um desafio impossível.
Concluímos esta unidade satisfeita com o dever cumprido. Priorizando a formação para saber ensinar o nosso aluno. Ficou definido que todas as cursistas desenvolveriam um projeto e uma sequência didática a partir de um livro do acervo contemplando as obras enviadas pelo MEC. Após o desenvolvimento, serão aplicados em suas respectivas turmas.
Agradeço a participação de todas as professoras alfabetizadoras e seus esforços para estarem presentes nas formações. No desenvolvimento de uma educação de qualidade.


Cidreira, 25 de novembro de 2013.




Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação - Encontro 1

ORIENTADORA DE ESTUDO: KÁTIA TAGLIANI AZAMBUJA SILVEIRA

MUNICÍPIO: CIDREIRA                         POLO: 02
ENCONTRO Nº 01                          DATA: 05/04/2014
UNIDADE: Direitos de aprendizagem linguagens
CARGA HORÁRIA TOTAL DA UNIDADE: 4 horas
CARGA HORÁRIA DO ENCONTRO: 12 horas
HORÁRIO: 8:00 às 12:00 horas, 17:30 às 19:30 horas.
FORMADOR DA IES: Patrícia Bonow Fassbender

Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação

Conforme orientações do “Documento orientador das ações de formação em 2014” (201,p.4):Duração total do curso: 160, com a realização de encontros presenciais ao longo do ano letivo. Essa carga horária será distribuída em 12 horas mensais dedicadas à alfabetização Matemática e à complementação dos estudos em Linguagem. Constata-se que, regem relação a 2013, houve um acréscimo de 40 horas, que deverão ser dedicadas às atividades de reforço dos conteúdos de linguagem, presenciais e não presenciais. As atividades de formação na área da Linguagem a serem desenvolvidas pelos/as orientadoras/ as de Estudos com professores/ as alfabetizadores/as deve utilizar os cadernos de formação de 2013, em especial, retomar/aprofundar aspectos não trabalhados, explorando textos indicados na sessão aprendendo mais.
Mediante este documento, ficou claro que retomar alguns pontos será importante, pois mudou algumas professoras. Reorganizar alguns assuntos será de vital importância para sintetizar objetivos do PNAIC. Respeitando os conhecimentos prévios dos professores alfabetizadores e suas singularidades. Retomamos as metas deste trabalho em âmbito nacional e sua grandeza. O grupo mostrou a grande expectativa deste estudo que contempla a alfabetização matemática. Iniciamos o trabalho com música, com o objetivo de contemplar a emoção que envolve a educação. A princípio fomos educados para uma educação voltada apenas para a vocação, sabemos que hoje precisamos nos formar para formar numa perspectiva de evoluir em nossas tarefas de professores (as).
Sempre que planejamos um encontro nosso desafio é vender a ideia que nos foi passada. Alfabetizar até o 3º ano no ciclo de alfabetização. Enfocados neste desafio e respeitando cada realidade. Procuramos planejar um encontro priorizando a aprendizagem e o dialogo para favorecer a aprendizagem. Retomamos os quatro primeiros cadernos usando os cadernos de 2013. Nosso encontro abordou a alfabetização matemática na perspectiva do letramento destacando os direitos de aprendizagem e a linguagem. Realizamos as leituras sobre:
“ Currículo no ciclo de alfabetização: ampliando o direito de aprendizagem a todas as crianças”, de Magna do Carmo Silva Cruz.

            O texto inicia enfatizando o direito á educação, considerando as individualidades e subjetividades, na perspectiva de formar sujeitos comprometidos eticamente com a justiça, a solidariedade e a paz. Pensando assim o texto nos traz o compromisso com a alfabetização até o terceiro ano do ensino fundamental. A mudança no currículo se mostra importante para a autora, que ressalta a importância do professor no processo de alfabetização.
            “A razão da ampliação do período de alfabetização para três anos, sem retenção, se justifica pela possibilidade de o ensino propiciar à produção/apropriação da escrita e da leitura baseada nos princípios da continuidade e do aprofundamento” nesse parágrafo a autora justifica esse novo currículo de alfabetização, mas o fato de não haver retenção, não significa que não deve haver qualidade, pelo contrário, espera-se que o trabalho do professor seja muito bem fundamentado, pois este modelo de ensino funciona como forma de construção/apropriação de conhecimentos pelos alunos.
            “A escolha dos conteúdos devem ser muito bem pensadas, como “o que”, “ para que “, “como” e “para quem”. Essa ideia, traz o entendimento da relevância do conteúdo a escolher.As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (DCN) ( BRASIL,1998), orientam para que as propostas curriculares contemplam várias áreas do conhecimento: Ciências Humanas,Ciências Naturais e Matemática e Linguagens, de forma articulada e interdisciplinar. Segundo a autora, “por serem vistos como meios e não fim, os conhecimentos devem interagir em uma dinâmica pedagógica intergrada e integradora, elaborada em situações de diálogos pautados em uma discussão reflexiva por meio do planejamento pedagógico coletivo e contextualizado, e fundamentada no contexto escolar”.
            O planejamento aqui observado deve ser interdisciplinar e os conteúdos devem ser apresentados gradativamente, por meio de retomadas e aprofundamentos contínuos.
            Lendo este texto, podemos entender melhor a proposta de currículo e o objetivo do Programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, ele é instrutivo e inspirador recomenda a todos os alfabetizadores do Brasil.
Diante deste resumo elaborado por uma das professoras alfabetizadoras, constatamos que o material impresso pelo PNAIC tem base teórica, e nos traz esclarecimentos e novos conceitos de educação.

DIREITOS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO A MATEMÁTICA COMO INSTRUMENTO DE FORMAÇÃO E PROMOÇÃO HUMANA.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         A principal meta do pacto nacional é alfabetizar todas as crianças brasileiras até os 8 anos de idade ao fim do 3º ano do ensino fundamental.
O texto nos fala sobre direitos, sob todos os aspectos a que nós cidadãos compartilhamos com a sociedade adequada ao tempo (época) que vivemos.
O papel da educação nesse contexto é o de promover uma descoberta clara sobre; o que vivemos, e o que desejamos uma consciência para todos, ao nível: social. educacional,político,econômico,cultural,onde a justiça seja a proteção do povo. Através da educação podemos relembrar e aprender diferentes hábitos culturas, costumes,tradições,crenças,mentalidades,situações:geográficas,políticas,científicas,ambientais,problemáticas,matemáticas,,monetárias,históricas; também podendo inovar e criar outras situações  práticas ,sugerir interagir ,concordar,descordar ,dar sugestões e praticar realizações experimentais a fim de novos resultados e/ou perspectivas e outros.
De acordo com a rede Brasileira de Educação para direitos humanos RBEDH/2001 -Direitos Humanos são: históricos,naturais,indivisíveis,e interdependentes,reclamáveis e universais.
respeitando seus deveres como cidadãos conscientes. Para quem são esses Direitos de aprendizagem?Quem vai garanti-los?
Respondemos dizendo que o direito se dá para todos independentemente de religião, idade, contexto social e/ou familiar. Quem garantirá essa evolução educacional são os próprios homens, que se mantendo na busca e na prática dos seus direitos e ideais respeitando seus direitos como cidadãos conscientes. Oportunizaram ao mundo a conquista de uma vida melhor.
A definição de direitos de aprendizagem para o ciclo de alfabetização insere-se em um movimento que compreende a educação escolar como uma ferramenta para mudança social, por isso assumimos o papel de agentes transformador da escola, incentivando a reflexão critica sobre a realidade e o exercício de cidadania.
Apropriando-se criticamente do saber que seja realmente relevante e que tenha compromisso com a transformação da realidade social, onde o aprender seja uma atividade mobilizadora partindo da realidade de cada sujeito com suas diferenças familiares, crenças e de costumes.
A aprendizagem matemática deve ser demonstrada como instrumento de formação e promoção humana.
A construção da matemática por caminhos próprios dos alunos, e da sua necessidade e desafios. Perceber a importância da utilização da matemática.
A alfabetização e o letramento matemáticos devem ser abordados de forma integrada para proporcionarem experiências com as praticas de representar, pois são constituídas por conceitos, propriedades, estruturas e relações.
O pacto nos trás que a avaliação inclui registros, análise dos resultados e da progressão da aprendizagem dos alunos, o professor desempenha assegurar os direitos de aprendizagem propostas matemáticas.

A CRIANÇA E A MATEMÁTICA ESCOLAR
Para ensinar matemática no 1º ciclo de alfabetização, deve-se considerar a idade do aluno, e lembrar que ele é uma criança, e deve pensar como tal.
Ensinar formula pronto é induzir uma organização artificial e desnecessária. O uso do corpo também deve ser considerado (os dedos, os pés, as mãos).
Também se deve levar em consideração o raciocínio e a forma que o aluno verbaliza esse raciocínio, pois as crianças sabem calcular mentalmente e são capazes de falar e compreender o que pensam. Devemos valorizar o modo de pensar de cada um.
É importante que os alunos saibam a importância do sistema numérico, identificando em que objetos ou situações eles são utilizados.
O varal de números/quantidades é um aparato bastante útil, desde que seja confeccionado com a contribuição dos alunos.
Devemos “trazer” os números para a realidade dos alunos, por exemplo, no placar de um jogo, no uso de calendários, em tabelas e gráficos. Para iniciar o ato de medir, podem-se usar gráficos simples de altura, medição com palmo e chegar a conclusão de que é necessário a utilização de uma medida padrão para a noção correta de comparação.
Não há necessidade de atividades que dificultem a elaboração por parte do professor, atividades simples podem contribuir para aproximar a matemática de situações do cotidiano. Portanto, podemos recorrer a jogos, brincadeiras e práticas sociais, afim de que o aprendizado seja realmente efetivo.

                        Síntese do texto Alfabetização Matemática
                 (Maria da Conceição Ferreira Reis da Fonseca)
                                   Atividade- Pacto- 16/04/2014

As crianças têm direito a
  aLfabetização, portanto a alfabetização e suas
Funções, devem auxiliar as crianças
A entender o sistema de escrita
Brasileira Alfabética em sua vida social.
Então a ação pedagógica é de promover
Tarefas que propiciem esta compreensão
Importantíssima na vida dos educandos.
  DiZer que a sociedade é grafocêntrica, é compreender
As marcas e valores da cultura escrita nas
Çomunicações sociais. Assim a
Ãção do educador pode auxiliar,
Organizar, descrever, apreciar, analisar o  

Mundo e as experiências das crianças,
Afim de compreender os textos que circulam
  aTualmente na sociedade.
  RElacionar atividades com o cotidiano do aluno,
Medir, ordenar, quantificar, organizar,
Ápreciar, classificar, combinar,
  uTilizar as formas… Existem vários recursos para
Introduzir na alfabetização o sistema indoarábico,
Contudo a criatividade do educador e a disposição
A escutar as crianças, permitirá conhecer suas curiosidades e necessidades, para assim envolver significado em seu planejamento.

Eixos estruturantes e objetivos dos Direitos de Aprendizagem para a alfabetização Matemática na perspectiva do letramento.
O documento orientador inicial dos Direitos de Aprendizagem e que aqui são retomados nos diz:
1º O aluno pode utilizar caminhos próprios na construção do conhecimento. A criança pode experimentar situações favorecendo, convívio e as trocas de conhecimentos dentro de variadas práticas sociais e culturais.
2º O aluno precisa reconhecer e estabelecer relações em diversas situações.
As crianças precisam ser ativas na sala de aula, manipular objetos, construir e desconstruir sequências, desenhar, medir, comparar.
3º O aluno tem necessidade de perceber a importância das ideias matemáticas como forma de comunicação.
Fica em evidência a oralidade: o falar e o conversar sobre a matemática, os elementos presentes nos conteúdos e ideias matemáticas. Como: além da linguagem comum, referencias a triângulos, quadrados, somar, dividir, ordenar, etc.  Se inicia a pratica de argumentação, defesas de pontos de vista e de organização temporal das ações.
4º O aluno precisa fazer uso do cálculo mental, utilizando as tecnologias da informação e comunicação em diferentes situações.

Os eixos estruturais e os seus objetivos
Números e operações
Neste eixo os objetivos relativos aos números, desde a contagem até a construção do sistema decimal de numeração decimal e seu uso nas operações.
Deixando claro que os objetivos são sempre retomados e ampliados ao longo dos três anos do ciclo de alfabetização e letramento.
Dentro destes eixos temos operações (adição, subtração, multiplicação e divisão).
Possibilitando a criança elaborar, interpretar e resolver situações de problemas e envolvendo seus diferentes significados.

Pensamento algébrico
O eixo diz respeito a uma série de habilidades que, constam-nos outros eixos, no reconhecimento de padrões numéricos e na realização de determinados tipos de problemas, no eixo números de operações, no reconhecimento de padrões geométricos e da classificação presentes no eixo geometria. “O objetivo geral Compreender padrões e relações a partir de diferentes contextos”, seja possibilitar a criança:
·         Estabelecer critérios para agrupar, classificar os objetos;
·         Reconhecer padrões de uma sequência de elementos, sons, formas e padrões  decorativas;

Geometria
O eixo espaço e forma ou geometria é dividido em dois grandes objetivos: o primeiro é relativo à localização e movimentação, o segundo trata das formas geométricas.
A criança possa “ construir noções de localização e movimentação no espaço físico para a orientação espacial nas diferentes situações do cotidiano”.
O outro grande objetivo do eixo consiste em auxiliar a criança a “ reconhecer formas geométricas tridimensionais no ambiente”.

Grandezas e medidas
Este eixo trata do desenvolvimento do ato de medir considerando as diferentes grandezas. O grande objetivo é auxiliar a criança através do lúdico, compreender a ideia de diversidades de grandezas e suas respectivas medidas.

Educação estatística 
“Este eixo trata de auxiliar a criança a reconhecer e produzir informações relativas ao universo infantil, em diversas situações e diferentes configurações”.

Papéis do brincar e do jogar na Alfabetização Matemática
Um dos pressupostos fundamentais do trabalho pedagógico do ensino de matemática é o papel do lúdico, o ato de brincar e a necessidade de aproximação ao universo da criança respeitando seus modos de pensar e sua lógica no processo da construção do conhecimento. Através das atividades lúdicas o docente permite a geração de realidades diferenciadas. No simples ato de brincar pode-se encontrar tanto o conhecimento escolar tanto o conhecimento espontâneo pertencente à cultura infantil. Através destes pressupostos o docente deve mediar sua intervenção pedagógica fazendo presente a utilização de jogos. A criança produz conhecimentos que não estão escritos nos currículos escolares interagindo com seus pares e ampliando suas potencialidades quando participa de jogos. A mediação do docente na aprendizagem com os jogos torna-se complexa e incerta, mas para a criança desenvolve uma liberdade de ação para desenvolver o raciocínio mesmo em um contexto estruturado em sistemas de regras, sendo assim a criança poderá partilhar as ideias com mais facilidade. Mas é fundamental que as respostas e a participação sejam validadas para posteriormente possa ser validado na ação pedagógica.

O jogo visto como atividade de geração. Proposição, resolução e validação de problemas.
Segundo o texto para que uma atividade seja considerada como jogo é necessário que ela tenha alguns elementos que são eles:
As regras: Que podem ser implícitas e explícitas, divididas em dois níveis o primeiro que comporta as regras propostas pela atividade e o segundo nível as regras executadas pelo grupo.
Os jogadores: Sujeitos que participam da atividade.
A situação: São constituídas de situações problemas que requerem tomadas de decisões por meio de mobilização de conceitos, propriedades, julgamentos, etc.
A incerteza: Quanto ao resultado faz com que o sujeito continue participando da atividade. Durante a atividade o sujeito trabalha com a probabilidade de ganho ou perda.
Considera-se o jogo como um espaço legítimo de criação e de resolução de problemas matemáticos. No início da partida os participantes estão em uma situação neutra de igualdade, já no final da atividade os jogadores perdem o interesse em criar ou resolver, pois já se conhece o ganhador. Como produtos do jogo têm vinculado a atividade matemáticas compartilhada com os participantes através dos processos de criação, resolução e validação de situações problemas. Sendo assim temos o jogo como uma atividade de gestão de situações polarizadas. Se através do jogo tivermos aprendizagens variadas mesmo não sendo aquelas traçadas pelos objetivos propostos não devemos levar em conta como uma atividade improdutiva. Ao conceber valores educativos ao jogo infantil favorecendo assim as aprendizagens matemáticas na alfabetização, precisam-se levar em conta alguns elementos: as regras, a estrutura material e o mundo imaginário.

O professor como elaborador e propositor de jogos para favorecer aprendizagens matemáticas.
Através de uma atividade lúdica o professor propõe um espaço de liberdade psicológica mesmo os alunos considerados com dificuldades acabam por mobilizar, gerar e comunicar esquemas mentais. Essa capacidade criativa matemática relaciona-se com a característica fundamental do jogo como atividade livre no processo de produzir, propor e resolver situações-problemas.
Os alunos mesmo que jogando solitários desenvolvem situações matemáticas e os docentes devem estar atentos a estas situações, pois promove colocar em cena capacidades cognitivas, entre elas os conhecimentos já adquiridos no espaço escolar ou conceitos e procedimentos que não são tratados no contexto escolar.
Os comportamentos utilizados pela criança ao jogar foge às vezes das situações do real então ela usa do seu mundo ludo-imaginário. Esses comportamentos são fundamentais para o desenvolvimento da curiosidade e interesse das crianças em relação à matemática.
A perspectiva da liberdade de ação, que caracteriza a atividade lúdica, cria um espaço de tensão epistemológica e metodológica quando se trata da utilização de jogos no espaço escolar na sala de aula de matemática, pois o docente tem que controlar as produções de forma que garanta certas aprendizagens rompendo assim com o processo livre de produção.
A atividade matemática presente no jogo constitui-se de duas dimensões como requisitos para o seu desenvolvimento:
1º dimensão-Estrutura lúdica;
2º dimensão-Estrutura física e as regras;
A atividade que a criança que a criança realiza no contexto do jogo é o fundamento de suas aprendizagens, o jogo não é “propriedade” do adulto, mas da criança  que esta efetiva e integralmente em ação cognitiva e emocional.
Nesse sentido, o papel do professor não é apenas ofertar o jogo, mas estar junto. Fazer parte da atividade estimulando e instigando as estratégias a serem desenvolvidas pelas crianças é sempre uma rica oportunidade de avaliação. A situação de jogo, com alunos e professor junto possibilita ao docente levantar e testar hipóteses importantes sobre os processos cognitivos desenvolvidos pelos alunos.

Há muitas possibilidades de inserção do jogo na escola para favorecer aprendizagens matemáticas.
Segundo o texto: a atividade matemática realiza no brincar é validada por um sistema de regras produzindo pelas crianças.

Neste caso o brincar serve como mediador do conhecimento e de representações sociais da matemática e por consequência, o brincar pode-se tornar um objeto de estudo. A aprendizagem fundamenta-se sobre o processo de resolução de problemas. A simples presença de estruturas matemáticas no brincar não garante a realização de certas atividades  matemáticas, e mais, a  presença de certa atividade matemática no brincar não é garantia de existência de aprendizagem.  E então a garantia de aprendizagem matemática no brincar está ligada a participação das regras matemáticas nas regras do brincar e uma desejável e necessária mediação pedagógica.