quarta-feira, 14 de maio de 2014

Relatório de Novembro/2013

NOME DO ORIENTADOR DE ESTUDO: Kátia Tagliani Azambuja Silveira
MUNICÍPIO: Cidreira                                      POLO: 02
UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 06
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 3
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 25/10/2013 e 05/11/2013

CARGA HORÁRIA TOTAL DESENVOLVIDA: 12 às/aula.

Planejamento sinônimo de desafio aos profissionais na área da educação. Nesta unidade 06.O PNAIC ( Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa); aprofunda o tema alfabetização, projetos didáticos e sequências didáticas em dialogo com os diferentes componentes curriculares.

Dando continuidade as reflexões das unidades anteriores, intenta-se não somente conhecer, discutir, mas perceber possibilidades de práticas pedagógicas, que envolvem diversas áreas do conhecimento tendo como foco principal a área da linguagem, concretizada nos diferentes gêneros textuais que circulam na sociedade, conforme preceituam documentos oficiais e parâmetros curriculares para o ensino fundamental de nove anos.

Será foco de atenção os diálogos entre os diferentes componentes curriculares, visando à integração entre os mesmos, bem como o papel dos diferentes eixos do ensino da língua na apropriação de conhecimentos relacionados às distintas áreas do saber.

Planejando na alfabetização, integrado com diferentes áreas do conhecimento- projetos didáticos e sequências didáticas. O estudo da unidade seis possibilitou a reflexão sobre formas do trabalho pedagógico enfatizando a alfabetização e o letramento. O tema trabalhado focou a atenção aos diálogos entre os diferentes componentes curriculares, visando a integração entre os mesmos, bem como o papel dos diferentes eixos de ensino da língua na apropriação de conhecimentos relacionados às distintas áreas do saber. As educadoras envolveram-se nos estudos, o trabalho com práticas e exemplos na alfabetização e letramento já consolidados, que mostraram resultados positivos, indicando caminhos para fazê-lo pedagógico, respeitando o educando na sua singularidade.
Entendemos a importância das leituras deleite; e seus resultados dentro das nossas salas de aula com nossas crianças. E o quanto podemos utiliza-los para iniciar um projeto ou organizar sequências didáticas.
Nos relatos das educadoras através do caderno de metacognição, sua dedicação e motivação em relação as unidades trabalhadas. A diversidades dos livros dos acervo e livros didáticos envolvendo todas as áreas de conhecimento, com diferentes gêneros textuais. Com sugestões de jogos em fim o material é de qualidade.
Conforme os estudos os tempos são outros e os currículos devem respeitar as competências e habilidades de cada ano do Ensino Fundamental de nove anos, e a singularidade de cada educando. Organizando um ambiente agradável e favorável para o desenvolvimento das atividades de alfabetização e letramento.

Considerando-se os tempos de mudança de paradigmas educacionais, expressões como¨interdisciplinariedade¨, ¨temas transversais¨, ¨contextualização¨são recorrentes nas propostas curriculares nacionais. OS cadernos de estudos do primeiro ano e o foco do trabalho do educador considerando essas novas perspectivas na àrea do ensino, bem como a inclusão da criança de seis anos no Ensino Fundamental de Nove Anos.
A maneira como uma escola se organiza para atender seus objetivos inclui algumas ações fundamentais para o seu funcionamento. Pensar sobre o que e comofazer em uma escola inclui traçar planos e metas a serem alcançadas ao longo de um determinado tempo seja este de um planejamento escolar ou de uma sala de aula.
O planejar faz parte do nosso cotidiano. Planejamos para organizar nossas ações.
O planejamento escolar torna-se importante, pois nosso objeto de pesquisa na ensilagem é as nossas crianças. Envolve práticas coerentes, envolvendo nossas rotinas traçando objetivos delimitados sabendo onde queremos chegar e o que precisamos ensinar para nossos alunos. Através de um trabalho interdisciplinar, que abrange o componente curricular Língua portuguesa, matemática e ciências, a criança é levada a perceber e representar o mundo natural e cultural em que vive.

“De acordo com o documento” Indagações sobre Currículo “-MEC, um primeiro significado a se destacar das discussões presentes nas escolas e na Teoria Pedagógica é a consciência de que:

“[...] os currículos não são conteúdos prontos a serem passados aos alunos. São uma construção e seleção de conhecimentos e práticas produzidas em contextos concretos e em dinâmicas sociais, políticas e culturais, intelectuais e pedagógicas. Conhecimentos e praticas expostos às novas dinâmicas e reinterpretadas em cada contexto histórico. As indagações revelam que há entendimento de que os currículos são orientados pela dinâmica da sociedade. Cabe à nós, como profissionais da Educação, encontrar respostas.” (LIMA,2007,P.9)

O currículo se torna, assim, um instrumento de formação humana. No entanto, Segundo a autora, somente as situações que, de modo especifico, problematizam o conhecimento, levam a aprendizagem.
Nem toda proposta ou intenção em sala de aula promovem aprendizagem.
As atividades a serem propostas precisam ter objetivos claros, intenções bem delineadas, não só para o professor, como também para o aluno.
Planejar para integrar saberes e experiências.
É por meio do planejamento que o professor busca  organizar sua prática. Ao planejar, o docente reflete sobre os objetivos que quer alcançar, exerce sua ação didática segundo suas intenções. Assim, as atividades a serem desenvolvidas são articuladas de forma mais consciente com o que se pretende desenvolver.
aprendemos durante a formação em forma de leituras debates e escrita como trabalhar topológicas, atitudes de a Língua Portuguesa nas séries iniciais, o docente pode se valer das experiências com temas de outras áreas do conhecimento, como forma de aproximar as crianças de assuntos específicos dessas áreas, ampliando o vocabulário e o trabalho com gêneros textuais.
Assim, na área de ciências naturais, as crianças poderão produzir sínteses de conteúdo, utilizando-se de artigo de divulgação científica sobre animais, de textos diversos sobre um bioma brasileiro ( preferencialmente o da região que as crianças vivem), reportagens sobre chuvas incluindo discussões sobre áreas que costumam ser alagadas e outras que sofrem com as constantes estiagens, relacionando estas questões a outras de ordem social e econômica, que podem ser encontradas em diferentes materiais escritos que circulam na sociedade, ou mesmo ser ouvidos através de rádios ou televisão. Em fim, trabalhar com vários textos todos voltados para a realidade do aluno, desenvolvendo a reflexão e a ação sobre a problematização ali apresentada, diagnosticando e montando estratégias para resolver as situações do meio em que nos encontramos educação para a vida. De modo semelhante na área de ciências Humanas, a partir do gênero textual mapa geográfico de um determinado estado ou município, por exemplo, ou mesmo de um relato histórico do nascimento de uma dada cidade, de uma lista de frequência da turma, da receita de uma comida regional, é possível desenvolver atividades diversas interdiciplinarmente. Respeitando a diversidade de cada cidade ou região.
Aprendemos que com jogos e brincadeiras é possível ensinar noções topológicas, atitudes de solidariedade e respeito para com o grupo, construindo relacionamentos éticos. Tais atitudes, ao ser exercitado no ambiente escolar, certamente estender-se-ão para outros espaços sociais de convivência de crianças. Nesse sentido, é possível compor determinados códigos de relacionamentos entre as pessoas que constituem o ambiente escolar, a partir de discussões e elaborações de documentos que expressem as decisões tomadas coletivamente.
Também vimos que é possível ensinar matemática e interpretação textual ao mesmo tempo mediante a utilização de estratégias lúdicas, em situações que requeiram conhecimentos relacionados a grandezas e medidas ou na identificação de dados em tabelas ou textos, para solucionar problemas. Por outro lado, ao construir uma história matemática, por exemplo, a criança faz uso de conteúdo matemático lançando mão de recursos próprios na área da linguagem, para compreender a operação e expressar seu resultado. São inúmeras as possibilidade que se tem de imbricar conhecimentos., tendo o ensino da língua materna como pano de fundo.
Destacasse as diversas funções sociais do número podem ser exploradas, por exemplo, em situações que possibilitem representações espontâneas de quantidades no cotidiano.
Organização do trabalho por projetos didáticos. Nos últimos anos tem-se presenciado uma série de mudanças no cenário da educação, na busca de uma qualidade cada vez maior. O documento Parâmetros Curriculares Nacionais¨, em 1997 e 1998, que se ampliou com, entre outros, as Orientações Gerais para Ensino Fundamental de nove anos, mais recentemente. Esses documentos vêm se apresentando fundamentais para trazer à sala de aula as mais novas abordagens de ensino e aprendizagem bem como novos olhares para os objetos ou eixos de ensino ( a leitura, a produção escrita ou oral e conhecimentos linguísticos), cujas estratégias de tratamento precisam garantir os ¨Direitos de Aprendizagem¨ das crianças brasileiras, nos três primeiros anos da educação fundamental básica. Pois serão estes direitos de aprendizagem que alicerçarão toda a vida estudantil dessas crianças, na sua formação para a cidadania, e isso exige a superação da fragmentação das atividades de ensino em sala de aula (...) por meio de uma ação educativa que se baseie em uma orientação teórico-metodológica, em que se definam objetivos de ensino, a organização do trabalho pedagógico, o tipo de abordagem que se quer dar ao conhecimento e, por fim, que se considere a realidade sociocultural dos alunos e o contexto da escola (BRASIL,2009.P.07).

Assim, dentre as diversas sugestões dos documentos oficiais acerca do tratamento didático, destaca-se aqui o trabalho pedagógico por meio de projetos.
Nas orientações para a inclusão da criança de seis anos no Ensino Fundamental encontramos três modalidades de organização do trabalho pedagógico: atividades permanentes, sequências didáticas e projetos de aprendizagem. O estudo discute o trabalho por meio de projetos e as sequências didáticas, considerando suas especificidades e importância na sistematização do trabalho nas classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. A aprendizagem significativa supõe um ensino sistemático que permita a criança explorar, experimentar, reorganizar informações e conceitos, com vistas à conquistas de novas aquisições. Aprendemos organizar a sequência didática, o professor poderá incluir atividades diversas como leitura, pesquisa individual ou coletiva, aula dialogada, produções textuais, aulas práticas, etc., pois a sequência de atividades visa trabalhar um conteúdo específico, um tema ou um gênero textual da exploração inicial até a formação de um conceito, uma ideia, uma elaboração prática, uma produção escrita.
A aprendizagem significativa supõe um ensino sistemático que permita a criança explorar, experimentar, reorganizar informações e conceitos com vistas à coquistas de novas aquisições. Aprendemos a organizar as sequências didáticas, o educador poderá incluir atividades diversas como leitura, pesquisa individual ou coletiva, aula dialogada, produções textuais, aulas práticas, etc., pois a sequência de atividades visa trabalhar um conteúdo específico, um tema ou um gênero textual da exploração inicial até a formação de um conceito, uma ideia, uma elaboração prática, uma produção escrita.
Entre os assuntos abordados, a nossa formadora com sua delicadeza e competência no ensinar. Frisou a necessidade de nos darmos conta da importância das reflexões feitas, a partir do desenvolvimento da criança em suas aprendizagens, novas formas de organizar nossos planejamentos. Pressupõe a necessidade de rei significação dos espaços escolares e o rendimento do tempo pedagógico dedicado aos estudantes.
O seriado não serve, pois tem uma lógica excludente trata com igualdade os diferentes.
A proposta de ensino organizada em ciclos, em seus princípios, visa superar o processo de exclusão. O grande norte é o respeito à diversidade de percurso de vida e estilo de aprendizagem como compromisso que a escola  precisa assumir para evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos. Para deixar de ser só discurso precisamos pensar: Que atividades e formas de organização os alfabetizadores devem praticar, para garantir que, ao final do primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes necessidades, ao mesmo tempo em que seus colegas podem progredir ainda mais? Temos a questão da inclusão, dos alunos deficientes precisam ser considerados, pois elas transcendem as questões da heterogeneidade própria de todos os alunos.
O papel do professor e sua formação, dentro das habilidades que precisam ser desenvolvidas pelos professores (as), uma das mais relevantes e difíceis, é a de identificar as necessidades de cada aluno e atuar com todos ao mesmo ao mesmo tempo. Para Leal (2005,p.91), ¨se entendermos o que cada aluno já sabe e soubermos escolher  as melhores opções didáticas para cada um deles, teremos percorrido um longo caminho na nossa profissionalização. Se, além disso, soubermos atuar com todos ao mesmo tempo, atendendo as diferentes demandas e auxiliando-os, teremos construído um belo perfil de professor (a) alfabetizador (a).
Numa perspectiva construtivista o ensino deve levar em conta o que os alunos já sabem e o que precisam ser ajudados a aprender. Esse princípio de ¨ensino ajustado¨ (ONRUBIA,1996) pressupõe, então, que os professores diagnostiquem os conhecimentos prévios dos alunos e formulem atividades que constituam desafios adequados. Isto é, no caso da alfabetização, para poder avançar no domínio da língua escrita ou se suas convenções, uma atividade não pode ser  ¨fácil¨, ao ponto de o aluno poder resolvê-la, sem ter que construir seus saberes prévios. Por outro lado, não pode ser tão complexa que se torne um desafio impossível.
Concluímos esta unidade satisfeita com o dever cumprido. Priorizando a formação para saber ensinar o nosso aluno. Ficou definido que todas as cursistas desenvolveriam um projeto e uma sequência didática a partir de um livro do acervo contemplando as obras enviadas pelo MEC. Após o desenvolvimento, serão aplicados em suas respectivas turmas.
Agradeço a participação de todas as professoras alfabetizadoras e seus esforços para estarem presentes nas formações. No desenvolvimento de uma educação de qualidade.


Cidreira, 25 de novembro de 2013.




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