domingo, 8 de junho de 2014

Relatório Unidade do Caderno de Formação 3

UNIDADE DO CADERNO DE FORMAÇÃO: 03
Nº DE ENCONTROS REALIZADOS: 01,02 E 3.
DATA DOS ENCONTROS REALIZADOS: 20/04/2013 E 04/05/2013
FORMADOR DA IES: PATRÍCIA BONOW FASSBENDER

Relatório Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação

              Durante o curso de formação de professores, temos confrontado os conhecimentos adquiridos pelo PNAIC, com nossa realidade dentro de nossas salas de aula.
Assim, este encontro objetivou a apresentação das professoras alfabetizadoras; e suas respectivas turmas, conforme combinado no encontro anterior. Cada professor apresentou seu trabalho desenvolvido com as rotinas apresentadas nos estudos do PNAIC. Os trabalhos apresentados mapearam o trabalho das professoras, demonstrando seus interesses referentes à formação.
Dentre as ações do PNAIC apresentadas, e seus objetivos a atividade permanente, leitura para deleite tem envolvido as professoras levando as a reflexão da importância da leitura descontraída, desenvolvendo a habilidade do processo de se apaixonar pela leitura.

Os professores demonstraram interesse por esta unidade, por que veio de encontro a esclarecimentos sobre o funcionamento da escrita alfabética; reflexões sobre os processos de apropriação do sistema de escrita alfabética e suas relações com a consciência fonológica; planejamento de situações didáticas destinadas ao ensino do Sistema de Escrita Alfabética.
A unidade três vem esclarecer aos professores alfabetizadores entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, compreendendo que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um processo de compreensão de um sistema notacional e não a aquisição de um código; analisar as contribuições da teoria da psicogênese da escrita para a compreensão do processo de apropriação do sistema de escrita alfabética; entender as relações entre consciência fonológica e grafia de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC; analisar diferentes alternativas didáticas para o Ensino do Sistema de Escrita Alfabética como o uso de diferentes materiais distribuídos pelo MEC, identificando os objetivos e elas associadas.

Entendemos que, para favorecer ao educando oportunidades significativas de aprendizagem, o trabalho proposto pelo educador deverá estar norteado nas reflexões aprofundadas sobre o processo de alfabetização baseado no letramento, deve propiciar propostas de trabalho envolvendo o uso dos materiais didáticos.
Ficou evidente durante os assuntos abordados e reflexões das professoras  que os textos literários,  demonstram ser um suporte importante para o trabalho do professor alfabetizador. Enriquecendo de forma criativa e prazerosa o andamento dos objetivos do educador para evoluir o educando em seu processo de aprendizagem.
A diversidade das turmas comprova que o planejamento deve ser dinâmico e versátil. Contemplando os níveis que cada turma apresenta.
Constatamos que para que possamos formar leitores, precisamos ler!
O grupo de professoras mostrou dificuldade em trabalhar com os níveis, e como fazer as intervenções para que o aprendiz evolua no seu processo de aprendizagem.
Retomamos os assuntos referentes aos níveis apresentados, e a importância da analise diagnostica da turma, nas apresentações as professoras trouxeram suas avaliações feitas em suas respectivas turmas, para que todas olhassem e refletissem sobre os níveis e como poderia ser feita a intervenção com o educando.
Ficou clara a importância de planejar, para que possamos fazer escolhas coerentes, organizar nossas rotinas, ter nossos objetivos delimitados, saber aonde quer chegar e o que precisamos ensinar aos nossos alunos.
O tema abordado veio de encontro às dúvidas das professoras alfabetizadoras, esclarecendo.
Por a escrita alfabética ser um sistema notacional, seu aprendizado é um processo cognitivo complexo, no qual as habilidades perspectivas e motoras não têm um peso fundamental.
É em função de tais evidências que precisamos recriar as metodologias de alfabetização, garantindo um ensino sistemático que, através de atividades reflexivas, desafiem o aprendiz a compreender como a escrita alfabética funciona, para poder dominar suas convenções letra som.
Concluímos que existem limitações das professoras alfabetizadoras referentes às novas concepções de alfabetização.
Entretanto, observei que há interesse das professoras alfabetizadoras no trabalho proposto. Concordamos em desenvolver atividades dentro do nosso planejamento, a princípio priorizar uma rotina envolvendo todos os materiais enviados pelo MEC.

Nesta proposta conversamos da importância dos jogos enviados pelo MEC, e a riqueza deste material para que nos possamos desenvolver em nossos alunos a reconstrução em sua mente das propriedades do sistema da escrita alfabética, para poderem desenvolver um trabalho coerente.

Nesse percurso ele tem que compreender os aspectos conceituais da escrita alfabética e tal compreensão funciona como requisitos para que ele possa memorizar as relações letra-som de forma produtiva, sendo capaz de gerar a leitura ou a escrita de novas palavras.

As professoras alfabetizadoras passaram por processo de reconstrução do seu conhecimento; colocando-se no lugar do educando; entendendo que a criança apresenta caminhos a seguir para que este processo ocorra.
A criança precisa da intervenção do professor, pois o caminho não pode queimar etapas; já que o conhecimento novo só pode surgir a partir da transformação de um conhecimento anterior. Assim, precisamos ter consciência de que uma criança precisa ser desafiada, ser convocada a refletir sobre o SEA.
Trabalhamos a importância do livro didático, nossas limitações referentes ao seu uso. Independente das restrições ao seu uso; destacamos que ele pode construir um importante material, para auxiliar o professor em seu trabalho, na sua prática pedagógica relacionado aos eixos de Língua Portuguesa.

Priorizei a importância de o professor estar presente na escolha deste material.
Apesar de algumas lacunas, é importante não esquecermos que os livros didáticos são de boa qualidade, além de ser distribuído para cada aluno, o que facilita o desenvolvimento das atividades no dia a dia na sala de aula. ´
É preciso, portanto saber usá-los, para garantir que os alunos se alfabetizem em uma perspectiva de letramento.
Referente aos acervos complementares enviados pelo MEC, as professoras alfabetizadoras demonstraram curiosidade.
Refletimos, sobre o uso dessas obras- sua manipulação direta e constante pela criança- constituindo uma ferramenta poderosa no processo de letramento, determinante para a evolução do educando no seu processo escolar, e na reflexão e compreensão do Sistema de Escrita Alfabética.
Um dos trabalhos desenvolvido por duas professoras alfabetizadores, chamou atenção das alfabetizadoras, projeto de uma semana ( esta em anexo).

Constatamos que o trabalho com projetos, traz uma proposta onde há um entendimento do processo de ensino/aprendizagem. Aprender deixa de ser um simples ato de memorização e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. Os alunos participaram ativamente das atividades propostas durante o projeto, às professoras das outras turmas observaram, e queriam saber o que estava acontecendo, querendo participar do projeto.

O uso dos vídeos nos faz refletir de forma sensível sobre nossas praticas no cotidiano escolar, vem de encontro de que nada sabemos e que nossa busca tornasse constante. E educação permeia a formação do educador para poder chegar ao educando. 

Kátia Tagliani Azambuja Silveira

Cidreira, 15 de junho de 2013


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