Relatório
Descritivo-Reflexivo sobre os Encontros de Formação
O tema central desta formação foi a quantificação,
registros e agrupamentos. Conforme os planos a alfabetização matemática na
perspectiva do letramento. Iniciamos a formação relembrando qual o significado
dos números em nossas vidas e a importância que este tem no nosso cotidiano. Os
relatos envolvendo esta dinâmica priorizou a fala das professoras e suas
vivencias. O ato de falar e escrever sobre nós, reviveu nossas escolhas. Esta
foi a primeira prática de reflexão do grupo presente. Notamos a importância da escuta
do outro, esta dinâmica simples nos aproximou como seres humanos. Constatamos que
somos seres da mesma espécie. Poderemos compartilhar as alegrias e angustias
criando soluções para os problemas. O grupo de professoras mostrou-se
apreensivo referente as bolsas e materiais para leitura. Colocaram suas
opiniões positivas e negativas. Constatei neste momento que deveria retomar o
contrato didático. Conversamos sobre o comprometimento do professor apesar das
problemáticas existentes. E o programa do PNAIC mostrou ser de peso dentro da
história da educação Brasileira.
O objetivo geral do caderno de formação foi provocar
reflexões sobre a ideia de números e seus usos em situações do cotidiano,
oferecendo subsídios para práticas pedagógicas de modo que a criança se
desenvolva. Promovemos a partir desta primeira dinâmica. Partimos da ideia
principal o número está em todo lugar, em tudo. Respiramos matemática.
Esta reflexão ficou clara, a importância da matemática
em nossas vidas. Revivemos a história sobre a matemática. Como na história o ser humano se desenvolve
na questão das suas necessidades, sua evolução na questão matemática. Que ao
passar do tempo, o ser humano passou a lidar com quantidades que lhe exigiam a realização de comparações e determinações de
quantidades mais próximas das exatas.
Compartilhamos as atividades de algumas professoras
e as formas como elas ministraram seus trabalhos de forma lúdica e prazerosa. Desenvolvendo
aprendizagem através do experimento. Na realização da leitura deleite
reforçamos a importância do ato de ler, o professor como ledor construindo este
vínculo entre professor e aluno. Promovendo o conhecimento a partir da leitura
contemplando todas as áreas do conhecimento, priorizando neste momento as
literaturas envolvendo a matemática.
Realizamos as leituras do caderno. No tema
agrupamentos na contagem. Nas apresentações refletimos que através do lúdico e
do material concreto podemos perceber que a criança assinala melhor e aprende
sem perceber através da brincadeira, facilitando o processo de aprendizagem.
Mediante a perspectiva do lúdico, a criança sai do contexto mecânico,
adquirindo de várias maneiras a compreensão da contagem.
Torna a ação da contagem de grandes quantidades mais
rápida e eficiente ajudando na compreensão da quantidade x número.
Usos e funções do número em situações do cotidiano:
na discussão envolvendo este tema ficou evidente que a matemática é para
qualquer um. Temos relações com os números desde muito cedo. Usamos os números
para tudo em nosso cotidiano. Diante das leituras realizadas na unidade: Em
suas apresentações relacionamos entre o grupo de professoras alfabetizadoras os
assuntos a seguir referentes a alfabetização matemática.
O número serve para organizar nossas ações sobre o
mundo de modo apropriado e eficiente.
Indicadores de sentido numérico:
# realizar calculo mental flexível – (decomposição
mental para contagem).
# usar pontos de referência e realizar e realizar
estimativas (ex: somar 7+9, usa a base 10, faz: 7+10-1 ou usa o dobro: 7+7+2).
# fazer julgamentos quantitativos e
inferências-(diferencia onde tem maior quantidade ou menor; se determinado
objeto cabe em algum recipiente)
# fazer relações matemáticas-(percebe que 4+5=5+4;
que 3x8=8+8+8; que R$ 0,50=0,25+0,25= 0,10+0,10+0,10+0,10+0,10).
# Usar e reconhecer que um instrumento ou um suporte
de representações pode ser mais útil ou apropriado que outro (a criança
reconhece o método mais apropriado para solucionar o problema). Na realidade,
diversos indicadores podem estar presentes na resolução de uma mesma situação,
assim como um mesmo indicador pode estar presente em várias situações.
Precisamos ser letrados e assim nos engajamos em
práticas sociais que envolvam a escrita, também é necessário que sejamos
numeralizados.
Para que serve a matemática na perspectiva das
crianças
Os números e seus significados
Ao investigar os números com os alunos, oralmente,
ludicamente, investigando e ouvindo opiniões, lançando duvidas, perguntas,
observando respostas, mesmo diferentes, mas chegando a um significado real.
Para que serve a matemática
Podemos ser sujeitos observadores, com um olhar
amplo sobre nossos alunos, deixá-los se expressar e assim ensinar aprendendo, e
vê-los aprender e ensinando. Assim utilizando o concreto, a oralidade e sua
realidade.
O número: compreendendo as primeiras noções.
A matemática está presente no nosso cotidiano. A
relação com os números inicia desde os primeiros anos em casa, vindo a compreende-los
mais concretamente perante a concentração de ideias no espaço escolar, que deve
levar em consideração este conhecimento prévio, organizando-o e reestruturando
essa noção de maneira lúdica.
A matemática está relacionada a curiosidade, a
experimentação e ao toque.
Perante as experimentações, a compreensão do que
está sendo feito traz a segurança para ampliar o aprendizado.
É fundamental instiga-los a levantar hipóteses a
respeito das quantidades de objetos.
Entender as representações individuais dos alunos
para tanto, é importante a manipulação dos materiais concretos, oferecendo
oportunidades para que a criança socialize fatos e resultados com os colegas.
Conhecimentos prévios- experimentações-levantamento
de hipóteses (manipulação de materiais) - representação-compreensão.
Número: de qualidades a quantidades
Agrupar>classes-categorias=atributos critérios
Classificar nos ajuda a organizar.
Uma classe pode incluir outras ou ser incluída em
outras maiores ou mais gerais que ela.
Classificar é um importante ato de significação pelo
qual os alunos podem compreender e organizar o mundo à sua volta.
Sequencia número naturais regra do ¨mais um”
O número que responde a pergunta ¨quantos” é chamado
número cardinal.
A cardinalidade da coleção só muda se acrescentarmos
ou retirarmos objetivos dela.
As alfabetizadoras demonstraram interesse pelos
assuntos abordados, fazendo relações com suas práticas do cotidiano. Pareceu
que os objetivos da unidade foram atingidos. Nas leituras realizadas referentes
ao caderno de metacognição ficou evidente a importância da reflexão referente
as aprendizagens adquiridas.
Conforme os trabalhos foram sendo realizados uma
dupla de professoras alfabetizadoras descreveram uma das atividades realiza em uma
turma de 3º ano.
Sobre qual seria
o seu segredo, que letra haviam escolhido.
Os integrantes
deste grupo responderam que era a letra O, foi então que lhes fiz a segunda
pergunta:
- Por que todas
as respostas começaram com letras diferentes?
Os alunos
ficaram pensativos e perceberam que realizaram a atividade sem terem prestado
atenção na explicação e exemplos dados a turma. O grupo se propôs de imediato a
fazer a atividade. Um dos alunos teve sucesso na realização das atividades. Todas
as atividades exigiram atenção, concentração, coleguismo, participação e
comprometimento.
Os alunos
conseguiram atingir todos os objetivos propostos no dia de hoje.
PARTINDO DE UMA
SITUAÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO, EXPLORANDO DIFERENTES FORMAS DE REGISTRO
Neste
tema a professora do 1° ano, com uma turma de 24 alunos, relata um
acontecimento quando trabalhou com o livro didático.
Ela
explica que podemos ir muito além de simplesmente preencher o livro com os
alunos.
A
professora desenvolveu um trabalho explorando as datas de aniversário das
crianças. Explorou o interesse e investigou situações cotidianas.
Trabalhando
os meses, coletaram dados, fez pesquisas, planejou um gráfico, através do
interesse, incentivou para que questionassem e participassem.
Realizou
um gráfico gigante trabalhando os aniversários dos alunos. Utilizou giz,
barbante e os próprios alunos.
Conforme
organizavam o gráfico, surgiam mais comentários e perguntas.
Através
dos questionamentos e perguntas, a professora resolveu trabalhar uma nova
questão: A linha do tempo, mas esta atividade ficou para outro momento.
No
término do gráfico a professora solicitou que os alunos registrassem no caderno
através de desenho.
Os
alunos realizaram registros muito interessantes.
ESTUDO DE PROBLEMAS FAVORECE A
APRENDIZAGEM DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS?
A Professora Daniela relata sua
experiência onde os alunos eram acostumados a resolver sempre os mesmos
problemas e as mesmas perguntas (é de mais ou de menos?). Aborda uma discussão
sobre a importância do uso da leitura e da escrita nas aulas de Matemática,
enfatizando a produção de situações-problema como uma atividade que pode
contribuir para a aprendizagem dos alunos em relação à resolução de problemas.
O objetivo de sua pesquisa foi analisar se a produção de situações-problema
favorecia para uma melhor compreensão e resolução de problemas a partir de
formulações vindas dos alunos e de interesse e dentro da realidade deles. Para
isso foram feitos, intervenções com alunos do 3º ano do Ensino Fundamental de
uma escola pública. Os resultados apontaram que a elaboração de
situações-problema auxilia no processo de compreensão e resolução de problemas,
como também na construção textual pelos alunos, onde utilizaram seus conhecimentos
sobre a organização do gênero situação-problema. Os alunos foram colocados
diante de situações que os desfiaram e os fizeram expor seus registros de
ideias bem como ouvir e interpretar as ideias de seus colegas.
Despertar no aluno o gosto pela resolução
de problemas não é tarefa fácil, muitos são os momentos de dificuldade,
obstáculos e erros. Isto acontece porque professores e alunos não conseguem
distinguir um problema matemático de um exercício matemático.
Algumas Sugestões:
Continuar um problema iniciado - com esse o aluno
precisará fazer uma relação entre o início dado dos problemas com as
informações que serão acrescentadas por ele, finalizando o texto com uma
pergunta para solucionar a questão contida no mesmo.
Elaborar um problema a partir de uma
operação - esse
tipo de atividade tem como finalidade desenvolver a relação de uma determinada
operação ou uma conta, por exemplo, com sua ideia textual, ou seja, se é de
subtração o sujeito precisa produzir uma situação que esteja vinculada a esta
operação.
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Fazer uso de figuras – nessa proposta
o aluno fará relação das imagens apresentadas com os questionamentos em torno
delas, não só fazendo uso de operações matemáticas, mas também estimular a
criação de suposições partindo da ideia que possivelmente correspondem à
finalidade das figuras. Importante ressaltar que não é qualquer imagem que
poderá ser utilizada, mas que contenha um contexto que permita a formulação
de problemas.
Esses problemas precisam de um enunciado para que tenham sentido.
(exemplos):
Vamos criar essa parte que falta?
Quantas cadeiras cabem na sala de
aula?
De quantas maneiras ela pode combinar
suas camisas e saias de forma que forme conjuntos diferentes?
Diante dessa quantidade entre João e
Maria, quantas cartinhas Mateus ganhou?
Diante da importância de se
trabalhar no processo de ensino e aprendizagem a resolução de problemas para
o desenvolvimento intelectual do aluno, o professor, “peça” fundamental no
ato de aprender deve propor atividades que despertem o entusiasmo dos alunos,
desenvolvendo sua capacidade de criar, atuar em conjunto, aproximando-os uns
dos outros, demonstrando a importância de cada um.
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Envolver os alunos em situações-problema
que possibilitem reflexão durante as atividades para facilitar a construção e
apropriação dos conhecimentos mais significativos. Deixar os alunos exporem
suas estratégias para chegar ao resultado, para haver trocas de experiências.
È importante que os alunos aprendam que
a leitura do enunciado se torna fundamental para compreender o problema, por
isso o professor deve incentivar os alunos a lerem e relerem o problema
evidenciando quais são as informações apresentadas. Dessa forma o aluno vai se
apropriando da linguagem matemática.
A construção de gráficos com as crianças
possibilita explorar muitas questões como “O que você mais gosta na escola?”,
“Qual o lugar da escola você mais gosta?”. Com os gráficos prontos é possível
questionar, problematizar e as crianças vão percebendo que as colunas do
gráfico podem variar conforme mudam as informações, além de construir novos
conhecimentos. Depois é possível fazer uma análise dos gráficos em forma de
textos, para ser exposto.
A partir de jogos também é possível
trabalhar muito conteúdo. Como, por exemplo, o tabuleiro, onde as crianças vão
jogar e depois anotar os resultados. O gênero textual se faz presente durante o
registro escrito, e a leitura das regras, antes do jogo. Também há reflexão,
pois durante a leitura das regras, discutem sobre ela, e existe uma volta
constante ao texto gerando um ambiente de reflexão.
Em todos os casos observa-se que as
situações problema possibilita aos alunos envolvimento e investigação
matemática.
Concluímos a formação com a sensação de
que temos muito a aprender. A formação em sua organização traz a reflexão sobre
as nossas práticas de sala de aula. Os exemplos de atividades que realizamos em
nossas salas de aula nos fez ver que é fundamental saber fazer, para poder
ensinar. Estamos vivendo outros tempos na questão das aprendizagens:
professor/aluno. Novas estratégias devem ser experimentadas para que nossos
alunos desenvolvam as habilidades e competências para a alfabetização
matemática.
Orientadora de Estudos Profª Kátia Tagliani Azambuja Silveira
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